The Nightingale marca o regresso da realizadora de O Senhor Babadook.

O regresso à realização de Jennifer Kent com Nigthingale levou algumas pessoas a abandonar a sua projeção na sua estreia australiana no Festival de Cinema de Sydney.
Conta o News.com.au que foram vários os abandonos da sala onde o thriller de vingança foi exibido para mais de mil pessoas. Posteriormente, vários comentários invadiram o Twitter, com a violência exibida contra crianças e mulheres a ser o principal alvo. “Vi pessoas a abandonar o #TheNightingale hoje à noite no @sydfilmfest. Sim, é duro, mas a violência está lá por um motivo. A barbárie do colonialismo inglês é desnudada, enquanto a humanidade dos seus inimigos brilha. Uma visão essencial e um clássico australiano.“, escreveu um utilizador da rede social.
I saw people walk out of #TheNightingale tonight @sydfilmfest. Yes, it’s confronting, but the violence is there for a reason. The barbarism of the colonial English is laid bare while the humanity of their enemies shines through. Essential viewing and an Australian classic. pic.twitter.com/AvP1h3KVJ6
— Michael Ouzas (@michael_ouzas) 10 de junho de 2019
Ambientado no século XVIII, o filme da realizadora de O Senhor Babadook conta a história da condenada irlandesa Clare (Aisling Franciosi), de 21 anos, que viaja pelo mato da Tasmânia em busca de vingança contra o oficial britânico e os soldados que cometeram atrocidades contra a sua família. Com ela segue um guia indígena.
THE NIGHTINGALE made me do something I thought I would never do. I walked out. There was a point when I just needed to take myself away from that brutal space. But I recognised that this is an important film so I walked back in and watched the rest of the movie.
— Jesue V (@jesuevalle) 9 de junho de 2019
Numa sessão de perguntas e respostas após a exibição da fita, Kent afirmou que “entende totalmente” porque as pessoas reagiriam negativamente às cenas de violência generalizada, mas acrescentou que sentiu que era “necessário” incluir essas cenas de horror para não suavizar a brutalidade desse período da História. A realizadora disse ainda que filmar esta produção foi muito “doloroso” e que chorou durante todo o processo, até no pós-produção.

