Boots Riley revelou mais uma vez o seu ativismo contra o capitalismo e imperialismo

O realizador Boots Riley, um dos vencedores dos Independent Spirit Awards pelo seu filme Sorry To Bother [um dos grandes esquecidos da distribuição nacional no ano passado], é conhecido por comentários polémicos, normalmente associados a questões políticas, mas também sociais e cinematográficas, como demonstrou a quezília que teve no ano passado com o também cineasta Spike Lee, e até com o Twitter, que acusou de estar ao serviço do poder norte-americano.
Numa publicação recente no Twitter, Riley revelou mais uma vez o seu ativismo contra o capitalismo e imperialismo, desta vez escolhendo a franquia James Bond como almo, e a possibilidade desta ser protagonizada por um negro. “Que se lixe isso. Parem de falar sobre o James Bond ser interpretado por alguém negro. Parem de fazer dos agentes secretos/assassinos “pessoas porreiras”, e parem de tentar que os negros tenham empatia por estes inimigos do povo. Vocês querem um herói negro? Então não façam dele um agente ao serviço do capital“.

A publicação gerou controvérsia, algo que o realizador e ativista está habituado nos últimos tempos, principalmente pelos seus comentários sobre a situação na Venezuela. Mesmo durante os Independent Spirit Awards, quando subiu ao palco, a organização “silenciou” o realizador antes dele terminar o seu discurso. E agora parece que o Twitter deixou de ser um espaço de diálogo para Riley, cuja conta dá agora erro a aceder. Terá Riley saído do Twitter ou foi expulso?

