Donald Trump é um “racista” e um “supremacista branco”, diz Robert De Niro

(Fotos: Divulgação)

Há muito que Robert De Niro manifesta o seu desagrado com o presidente dos EUA, Donald Trump. Em 2016, De Niro fez um vídeo em que chamava Trump de porco e cão, acrescentando que gostaria de dar um soco nele. Em junho passado, nos Tony Awards em Nova Iorque, o ator subiu ao palco e declarou: “Vou dizer uma coisa. Que se f*** Trump!“. Esse gesto levou o público a uma ovação de pé. O presidente respondeu no dia seguinte no Twitter, chamando De Niro de uma pessoa pouco inteligente.

Numa entrevista recente ao The Guardian, De Niro voltou a atacar o presidente dos EUA, apelidando-o de “racista”, de “supremacista branco” e que a sua política vai conduzir os EUA ao fascismo. 

Estou mais velho agora e estou chateado com o que está a acontecer (…) Quando você vê alguém como [Trump] tornar-se presidente, pensei, bem, OK, vamos ver o que ele faz – talvez mude. Mas ele ficou pior. Isso mostrou-me que ele é um verdadeiro racista. Eu pensei que talvez como um nova-iorquino como ele entendesse a diversidade na cidade, mas ele é tão mau quanto eu pensava que era antes – pior mesmo. É uma vergonha. Ele é uma coisa ruim para este país“, afirmou. De Niro diz ainda que teme pelos seus seis filhos mestiços: “Sim, estou preocupado, e um dos meus filhos é gay, e ele se preocupa em ser tratado de certa maneira. Nós já conversamos sobre isso“.

Frustrado, De Niro diz ainda: “O que me incomoda é que haverá pessoas no futuro que o verão como um exemplo e serão afetadas de alguma forma“. “Temos que realmente resolver o problema com o país e as pessoas que estão insatisfeitas e estão tão chateadas que votam nele pensando que faria a diferença e não vendo que de forma alguma ele faria essa diferença. Tem que haver uma maneira de as pessoas se unirem, trabalharem e se ajudarem“.

Recorde-se que há uns meses atrás, a polícia de Nova Iorque intercetou e removeu um pacote suspeito enviado a um prédio que é propriedade do ator Robert De Niro. O pacote foi enviado para um endereço da Greenwich Street na área de Tribeca, propriedade do ator, a mesma estratégia usada pelos explosivos descobertos na CNN e enviados para casas de democratas, incluindo o ex-presidente Barack Obama e a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton,  Cesar Sayoc, fisiculturista, entregador de pizzas e defensor fanático de Trump, foi posteriormente preso na Flórida e acusado de enviar um total de 13 bombas a críticos do presidente.

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