
No passado fim de semana, Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias e Baywatch: Marés Vivas estrearam nas salas norte-americanas, tendo ficado bem longe do que se esperava nas bilheteiras. E se no primeiro caso o resultado foi menor que o esperado, mas ainda assim positivo, no caso do remake da série de sucesso dos anos 80 e 90, os valores nas bilheteiras norte-americanas foram considerados fracos (18 milhões na abertura).
Segundo o site Deadline, sempre bem colocado na esfera dos estúdios de Hollywood, estes estão a culpar o Rotten Tomatoes (RT) pelos resultados abaixo do esperado para estes “filmes pipoca“. A publicação afirma mesmo que começam a surgir vozes nos estúdios a apelarem ao cancelamento dos visionamentos de imprensa para os chamados “blockbusters”, antigamente imunes a críticas negativas.
Vale a pena referir que Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias e Baywatch: Marés Vivas surgem com 31% e 18% de aprovação no Rotten Tomatoes, valores bem abaixo do necessário para um filme ser considerado “fresco” (60%). Como esses valores surgem igualmente no portal de venda de bilhetes online Fandango, a empresa dona do RT, existe o sentimento que o público está cada vez mais a ligar às médias das críticas, com naturais prejuizos para a denominadas grandes produções de verão.
Recorde-se que há uns meses atrás, Brett Ratner (responsável pela trilogia Hora de Ponta e de X-Men: O confronto final) acusou a Rotten Tomatoes de destruir a indústria cinematográfica. Na época, o realizador argumentou que a crítica de cinema como “arte” estava a morrer e que agora “tudo se resumia um número. Um número composto de positivas contra negativas”. “O que se pergunta atualmente é ‘Qual a tua pontuação no Rotten Tomatoes?’.“, afirmou.

