Museu cancela instalação de Shia LaBeouf

(Fotos: Divulgação)

Os museus gostam normalmente de criar exibições provocantes de arte, mas se uma instalação se revelar “inesperadamente volátil“, a coisa pode mudar de figura.

Foi o que aconteceu com o Museu da Imagem em Movimento, em Nova Iorque, que nesta sexta-feira anunciou no seu site que deixou de apoiar a instalação criada por Shia LaBeouf, Nastja Säde Rönkkö e Luke Turner. O projeto, chamado «He Will Not Divide Us» (Ele não nos vai dividir), servia de protesto contra o novo presidente norte-americano, Donald Trump, e ficaria aberto ao público nos próximos quatro anos. Todos estavam convidados a afirmar «He Will Not Divide Us»  junto ao mural criado para o efeito, sendo transmitido ao vivo, continuamente, no site do movimento.

Segundo o museu, a exposição tornou-se “um grave e contínuo risco para a segurança pública“, quer para os visitantes, quer para o pessoal, residentes locais e empresas em Queens: “No decorrer da instalação houve dezenas de ameaças de violência e numerosas detenções, de tal forma que a polícia se sentiu obrigada a manter-se fora dela 24 horas por dia, sete dias por semana“. E embora a instituição reconheça que o projeto começou de forma construtiva, a verdade é que neste momento tornou-se num ponto de “violência“.

Quem já reagiu a esta decisão foi LaBeouf, que no Twitter colocou uma imagem com a seguinte frase: “O museu abandonou-nos“. Recorde-se que o ator chegou a ser detido no local.

 

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