
O grupo conservador Media Research Center (MRC), que ataca violentamente a tendência liberal nos ‘media’ norte-americanos, veio a público criticar, na forma de um relatório, o mais recente filme de Quentin Tarantino, The Hateful Eight.
Segundo o MRC, o western de Tarantino tem o argumento sobrelotado, atores em constante overacting e é genericamente grotesco: «É o Ten Little Indians [música infantil popular nos EUA] para sociopatas e sádicos» e «um filme Snuff com grandes estrelas», afirmou Dan Gainor, vice presidente do grupo.
Ao todo, este coletivo de vigilância de conteúdos detetou 49 atos de violência brutal, incluindo tiroteios, esfaqueamentos, um enforcamento, tortura, sexo oral gay e vários incidentes onde as mulheres foram baleadas ou espancadas.
Nesse relatório, que ainda será publicado, é também referido que Tarantino é um verdadeiro «pornógrafo da violência» e que fica muito «irritado» quando alguém lhe diz que ele «glorifica a violência». O grupo aponta ainda a hipocrisia do cineasta, que enche os seus filmes de violência mas depois é a favor de um maior controle das armas nos EUA.
Recordamos que Media Research Center ataca frequentemente diversos filmes de Hollywood e nem mesmo Os Marretas escaparam ao seu escrutínio em 2012. Segundo Gainor, em declarações à Fox News na época, o enredo de Os Marretas era «uma clara uma evidência do liberalismo de Hollywood e uma conspiração para moldar a mente das crianças contra o capitalismo e contra as empresas». Ou seja, o filme era comunista.

