
O conteúdo sexual nos filmes continua a ser a principal preocupação para os pais norte-americanos, enquanto a violência e o uso de palavrões (com exceção da apelidada “F-Word”) são cada vez menos um problema.
As conclusões fazem parte de um estudo encomendado à Nielsen pela Classification & Rating Administration (CARA), entidade que trabalha conjuntamente com a Motion Picture Association of America (MPAA) e a National Association of Theatre Owners (NATO) para classificar os filmes nos EUA.
Cerca de 80% por cento dos pais entrevistados acreditam que o sistema de classificação no país é, em geral, adequado, mas a maioria acha que a presença de conteúdo sexual justificaria automaticamente uma classificação R, ou seja, se um filme tiver uma cena de nudez isso só deveria ser permitido a maiores de 17 anos, ou então aos menores dessa idade desde que acompanhados por um dos pais ou tutor.
O estudo indica ainda que acima de tudo, os norte-americanos estão preocupados com cenas de sexo explícito (80%), a nudez masculina total (72%), o uso de drogas duras (70%), a nudez feminina completa (70%), a violência gráfica (64%), o uso de palavrões (62%), o consumo de Marijuana (59%), a violência no horror (59%), cenas de sexo não-explícitas (57%), cenas de sugestão sexual (57%) e nudez parcial (57%).
No que toca aos palavrões, mais da metade dos pais (53%) acha que a “F-word” aparece em demasiados filmes classificados como PG-13 (interdito a menores de 13 anos). Curiosamente, apenas 44% acredita que que há muita violência gráfica nos filmes com essa classificação.
Este estudo demonstrou assim, segundo a CARA, que apesar das críticas generalizadas na dureza das classificações no que diz respeito às cenas de sexo e violência, as decisões da entidade estão em sincronia com a forma de pensar da maioria dos pais norte-americanos.
«Os membros do conselho de classificação dos filmes têm a tarefa de classificar uma fita da mesma maneira como a maioria dos pais americanos o faria. Nós fornecemos informação e aconselhamento; nós não censuramos ou fazemos qualquer tipo de julgamento crítico em relação à qualidade artistica do filme», escreveu a presidente da CARA, Joan Graves, no blog da MPAA.

