
Depois de vários sindicatos da policia de Nova Iorque apelarem ao boicote aos filmes do realizador, e em particular a The Hateful Eight, várias associações sindicais de cidades como Los Angeles, Filadélfia e Nova Jérsia juntaram-se ao protesto.
Em causa estão as palavras de Tarantino quando participou numa manifestação contra a brutalidade policial. Numa intervenção durante esse evento em Nova Iorque, o realizador de filmes como Django Libertado afirmou que os policias são demasiadas vezes assassinos e que quando vê um assassinato não pode compactuar com isso: «Tenho de chamar um assassinato de assassinato e os assassinos de assassinos».
O primeiro a protestar foi Patrick Lynch, presidente da Associação Beneficente dos Policias nova-iorquinos – entidade que reúne os diversos sindicatos dos agentes. Num comunicado, Lynch dizia que «Não é nenhuma surpresa que alguém que ganha a vida glorificar o crime e a violência seja no fundo alguém que odeia a policia».
Para Pat Colligan, responsável pela mesma associação, mas em Nova Jérsia, as palavras do realizador foram «irresponsáveis» e poderiam mesmo incitar alguém a atacar os agentes da lei: «Quentin Tarantino precisa entender que, como figura pública que é, a sua voz é ouvida. (…) Isto não é um filme, isto é a vida real onde as vidas dos policias sofrem o impacto das suas palavras».
Espera-se que nos próximos dias mais sindicatos da polícia de outras cidades norte-americanas juntem-se ao boicote.

