O estilista Marc Jacobs tem trabalhado numa nova fragância, denominada «Oh, Lola!» e contratou Dakota Fanning («Guerra dos Mundos», «A Saga Twilight: Lua Nova») para um anuncio publicitário (que podem ver acima).
Porém, a Advertising Standards Authority (ASA) – que regula os anúncios publicitários no Reino Unido – começou a receber queixas devido à imagem conter a jovem de 17 anos com um frasco do perfume entre as pernas. O resultado foi a «censura» por parte da ASA que considera a imagem «sexualmente provocante». Para além disso, a associação – apesar de reconhecer que a actriz tem 17 anos, reivindica que o teor da imagem suscita a ideia que ela tem uma idade inferior a 16 anos, destacando que o vestido, a posição da perna e o posicionamento do frasco tentam chamar a atenção à sua sexualidade. Como tal, foi considerado que o anuncio viola a lei sexualiza a imagem de uma criança, sendo assim banido de exibição local.
Quem não concorda com a decisão são os responsáveis do anúncio, que frisam que em nenhum momento é apresentada actividade sexual ou mesmo uma parte do corpo mais íntima. O certo é que esta é uma velha questão que coloca constantemente estilistas e agências de moda em confronto com algumas entidades ligadas à protecção de menores.
Curiosamente, esta temática foi recentemente focada no filme «Trust – Perigo Online», protagonizado por Clive Owen e Liana Liberato. Aquando da estreia do filme em Portugal, o c7nema fez mesmo questão de perguntar à jovem Liberato o que ela achava sobre a sexualização dos adolescentes.
Aqui deixamos de novo essa passagem na sua entrevista:
«Clive Owen, o seu pai no filme, trabalha em Marketing e faz uma campanha publicitária onde se apoia em adolescentes em poses sexys. Acha que a sociedade, de certa maneira, é cúmplice da exposição dos jovens aos perigos?
Eu pessoalmente acho que esta geração, devido aos filmes, à Internet e revistas, fez com que as fotos picantes que se vêm nos placards não sejam vistos como um gesto ofensivo (…) Às vezes olhas para esses placards de publicidade a roupa e quem lá está surge quase nu. A única maneira de ver o que estão realmente a publicitar é olhar para a marca. A sexualidade tornou-se muito vulgar hoje em dia. Acho que as pessoas eram mais cuidadosas ao que era mostrado na Internet e nas revistas. É isso que a minha geração mais presta atenção hoje em dia. Podemos, aos poucos, alterar a forma como as pessoas olham para essas campanhas (como as que surgiam no filme) e esperar que elas vão acabando.»
Jorge Pereira

