Morreu ontem aos 27 anos a cantora Amy Winehouse, uma das melhores vozes do planeta. A jovem, como tantas estrelas do mundo do espectáculo, possuía um longo historial no que toca a adições, sendo do conhecimento público problemas com o crack ou a heroína.
Quem também possui um longo historial com as drogas é Russell Brand (Arthur), que admitiu publicamente que durante 11 anos se injectava todos dias com heroína. Numa mensagem no seu site pessoal, o actor prestou um tributo à cantora, definindo-a como «genial».
Brand começou por afirmar que infelizmente quem está do outro lado pouco ou nada pode fazer, revelando a impotência que uma pessoa sente ao tentar ajudar um toxicodependente. «Quando amas alguém que sofre de uma doença como a toxicodependência esperas sempre que o telefone toque. Haverá um telefonema. Desejamos sempre que do outro lado da linha esteja o toxicodependente a avisar-nos que está saturado e que vai parar e começar algo novo.Claro que há o medo de outra chamada, aquela a meio da noite de um amigo ou de um familiar a dizer-te que já é tarde demais, ela já foi.»
O actor confidencia ainda também que conheceu a cantora algures em Camden e – na altura – devido à sua falta de conhecimento musical, pensou que esta seria apenas mais uma cantora Jazz. Um dia, porém, ele viu-a ao vivo e cedo percebeu que ela era genial.
Sobre a sua morte, o actor apontou as baterias para o problema da toxicodependência, avisando que até em termos económicos sai mais barato ao Estado tratar um toxicodependente do que enfiá-lo numa cadeia. Já no que diz respeito à imprensa, esta aproveita-se em demasia dos escândalos e da doença dos toxicodependentes para vender mais. « A Amy começou a ser apenas falada pela sua adição. Os Media estavam mais interessados na tragédia que no talento, e a tinta dos jornais deixou de vangloriar o seu dom, para apenas relatar a sua queda. As relações pessoais e destrutivas, os shows cancelados, aquela loucura do Youtube com os ratos bebés. Na percepção do público, estes eventos efémeros substituíram o seu talento intemporal.»
Um pouco por todo o mundo têm se repetido mensagens sobre a morte e numa coisa todos concordam. O talento de Amy era gigantesco e ficará para sempre imortalizado.
Jorge Pereira

