Doclisboa apresenta programação

206 filmes, 49 países representados, 31 estreias mundiais no 18ºDoclisboa

(Fotos: Divulgação)

Foi esta manhã apresentada a programação do Doclisboa, na sua primeira edição após a saída de Cíntia Gil e a chegada de uma nova direção, composta por Joana Sousa Miguel Ribeiro. Foi a esta dupla que se juntaram Mark Deputter (Diretor Culturgest) e José Manuel Costa (Diretor – Cinemateca Portuguesa), para apresentar uma programação este ano com 206 filmes, dos quais 31 em estreia mundial e 30 estreias internacionais repartidas ao longo dos seis momentos do festival, que na presente edição decorre entre outubro de 2020 e março de 2021.

Segundo a organização, o novo modelo “parte da necessidade de potenciar os espaços públicos de encontro, a experiência coletiva da arte cinematográfica e a sua contribuição para a reconstrução e fortalecimento social“, diz a organização.

Assim, o Doclisboa vai decorrer por fases, nomeadamente: Sinais” (22 de outubro a 1 de novembro); “Deslocações( 5 a 11 de novembro ); “Espaços de Intimidade( 3 a 9 de dezembro), “Ficaram Tantas Histórias por contar” ( 14 a 20 de janeiro); “Arquivos do Presente( 4 a 10 de fevereiro); e “De onde venho, para onde vou” ( 4 a 10 de março).

Na “Sinais” encontramos uma selecção de 5 filmes representativos da programação pensada para cada um dos momentos – “Mon Amour“, de David Teboul; “É Rocha e Rio, Negro Leo“, de Paula Gaitán; “Guerra“, de José Oliveira e Marta Ramos, “Chelas nha Kau“, do colectivo Bataclan 1950 e Bagabaga Studios – os dois últimos com estreia mundial no Doclisboa; e “Kubrick by Kubrick“, de Gregory Monro. A retrospetiva A Viagem Permanente – O Cinema Inquieto da Geórgia, o Ciclo Corpo de Trabalho, a Sessão de Abertura com “Nheengatu – A Língua da Amazónia” , de José Barahona, e duas sessões especiais do Cinema de Urgência programadas pelo colectivo Mentuwajê Guardiões da Cultura e pela SOS Racismo completam esta primeira fase.

Já no segundo momento do certame, de 5 a 11 de novembro, chega a “Deslocações, “que procura desafiar a fluidez de conceitos de identidade, espaço e tempo nas mais diversas camadas, sejam elas na esfera pessoal, social ou política. Nela serão exibidos os mais recentes filmes de Maria Clara Escobar, Luciana Fina, Mouaad el Salem e Cláudia Varejão. 

Nos meses seguintes, o festival terá as estreias mundiais de “A Vida em Comum“, de Diogo Pereira, “Visões do Império“, de Joana Pontes e visita o punk dos “Mata-Ratos ao Vivo na Academia de Linda-a-Velha“, num documentário realizado por Patrick Mendes. Os novos filmes de Frederick Wiseman, Edgardo Cozarinsky e Radu Jude serão também exibidos.
 

As sessões terão todas lugar nas salas de cinema de Lisboa (Cinema São Jorge, Culturgest, Cinemateca Portuguesa e Cinema Ideal), à excepção dos Verdes Anos e do programa histórico do Corpo de Trabalho, que estarão disponíveis em dafilms.com, entre 22 de outubro e 3 de novembro.

A vertente indústria do Doclisboa, o Nebulae, decorrerá exclusivamente nas plataformas online.

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