De Viena à Palestina, prossegue hoje (23/05) a 1.ª Mostra de Cinema Judaico

(Fotos: Divulgação)

Três filmes dão sequência ao evento iniciado ontem, cujas sessões decorrem a partir das 18h30 no cinema São Jorge, em Lisboa: Mahler no Divã, O Tempo Perdido e O Quinto Céu.

Mahler No Divã

A fulgurante vida cultural da Viena na virada entre os séculos XIX e XX é o pano de fundo para as tormentas que envolvem o famoso compositor Gustav Mahler. É que a sua esposa, Alma, sempre gostou de cultivar affairs com alguns grandes nomes do seu tempo: no currículo, o pintor Gustav Klimt, o escritor Franz Vertel.

Agora é a vez de Walter Gropius, o famoso arquiteto da Bauhaus. Essa relação extraconjugal põe Mahler à beira de um ataque de nervos e alternativa é procurar outro célebre judeu daqueles tempos, Sigmund Freud. O que aconteceu nesta sessão nunca se saberá, mas é isso que “Mahler no Divã” tenta adivinhar… Por trás do projeto estão Percy Adlon, em áureos tempos os responsáveis pelo sucesso “Cafe Bagdad”, e seu filho Felix. A atriz Barbara Romaner venceu o prémio austríaco da categoria por esta obra.

O Tempo Perdido

Os campos de concentração, repletos de tragédia, também foram palco para um inesperado romance entre uma judia, Hannah (Alice Dwyer) e um prisioneiro político polaco, Tomász (Mateusz Damiecki). Animados pela paixão, tentam uma fuga, mas com o final da guerra acabam por perder o rasto um do outro. Passados 30 anos, Hannah tem um casamento sólido e vive em Nova Iorque, sendo surpreendida ao ver na BBC uma entrevista com aquele que foi o seu amante naqueles tempos terríveis.

A argumentista Pam Katz é a mesma de Hanna Arendt, também presente na Mostra. O Tempo Perdido é a segunda obra de ficção da cineasta alemã Anna Justice.

O Quinto Céu

Filme inspirado na obra semiautobiográfica da escritora Rachel Eitan – publicada em 1962. A história situa-se na Palestina sob o protetorado britânico nos últimos dois anos da 2ª Guerra Mundial. Sobre este pano de fundo histórico e político, O Quinto Céu adota uma perspetiva feminina sobre um mundo imerso no caos – através da história da pré-adolescente Maya, deixada num orfanato em função dos problemas económicos do pai.

Lá depara-se com todos os problemas da chegada à vida adulta cercada por um mundo exterior nada auspicioso – onde o final da guerra ditava também o término das boas relações entre britânicos e palestinianos. Sexta longa-metragem da realizadora israelita Dina Zvi-Riklis, que estará em Lisboa para a apresentação da obra.

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