Quinzena dos Realizadores apresenta seleção. Basil da Cunha e João Nicolau nas escolhas

(Fotos: Divulgação)

Se ontem as escolhas da Semana da Crítica do Festival de Cannes eram marcada por uma vasta maioria de obras europeias, os EUA viram a sua presença crescer na Quinzena dos Realizadores, outra mostra paralela ao Festival de Cannes, que segundo seu diretor artístico – Edouard Waintrop – precisava se diversificar em géneros e ter mais cinema independente norte-americano.

O thriller de vingança “Blue Ruin” de Jeremy Saulnier sobre um sem-abrigo que procura os assassinos da sua família é um dos destaques da programação este ano, bem como o remake do filme mexicano “We Are What We Are” – cujo original também estreou na Quinzena dos Realizadores em Cannes. Depois há ainda a realçar “Magic Magic”, filme protagonizado por Michael Cera e realizado pelo chileno Sebastian Silva – que teve a sua première no Festival de Sundance.

Em outros filmes a destacar, uma nota para o regresso de Basil da Cunha ao certame, desta vez com uma longa-metragem, intitulada “Até ver a Luz” (Apres la nuit).

O chileno Alejandro Jodorowsky também está presente na seleção, quer na forma do seu primeiro filme em 23 anos, “The Dance of Reality”, quer num documentário assinado por Frank Pavich e que se foca na tentativa falhada de Jodorowsky em levar “Dune” aos cinemas nos anos 70.

A estreia do irlandês Ruairi Robinson com “Last Days on Mars” merece igualmente um forte destaque, até porque o filme vem recheado de nomes reconhecíveis, como Liev Schreiber, Romola Garai e Elias Koteas, e é de ficção cientifica sobre um grupo de astronautas que embarca numa perigosa missão até Marte.

Recordamos que aos filmes hoje anunciados acrescenta-se o anteriormente mencionado “The Congress”, a mais recente produção de Ari Folman, que foi a escolhida para abrir esta mostra. Adaptação ao cinema da obra de ficção científica do polaco Stanislaw Lem, “The Congress” mistura animação e live-action para contar a história de uma estrela de Hollywood que vende a sua imagem a um estúdio de cinema para que estes a usem em futuras produções.

Gambozinos, de João Nicolau

No que toca a curtas-metragens, e para além da presença portuguesa de João Nicolau (A Espada e a Rosa) com “Gambozinos”, realce para os filmes “O umbra de nor”, de Radu Jude (realizador de “Everybody In Our Family”), “Swimmer”, de Lynne Ramsay (realizadora de “Temos de Falar Sobre Kevin”), e André Novais Oliveira com “Pouco mais de um mês”.

Aqui fica a lista de obras escolhidas:

Longas Metragens

Above the Hill, de Raphael Nadjari
Apres la nuit, de Basil Da Cunha
Les Apaches, de Thierry De Peretti
Blue Ruin, de Jeremy Saulnier
The Congress, de Ari Folman
The Dance of Reality, de Alejandro Jodorwosky
L’escale, de Kaveh Bakhtiari
La Fille du 14 juillet, de Antonin Peretjako
Henri, de Yolande Moreau
Iloilo, de Anthony Chen
Jodorowsky’s Dune, de Frank Pavich
Last Day on Mars, de Ruairi Robinson
Magic Magic, de Sebastian Silva
Me Myself and Mum, de Guillaume Gallienne
On the Job, de Erik Matti
The Selfish Giant, de Clio Barnard
The Summer of the Flying Fish, de Marcela Said
Tip Top, de Serge Bozon
Ugly, de Anurag Kashyap
Un voyageur, de Marcel Ophuls)
We Are What We Are, de Jim Mickle

Curtas-Metragens

Gambozinos, de João Nicolau
Lágy Eső, de Dénes Nagy
Le Quepa sur la vilni !, de Yann Le Quellec
Man kann nicht auf einmal alles tun, aber man kann auf einmal alles lassen, de Marie-Elsa Sgualdo
O umbra de nor, de Radu Jude
Pouco mais de um mês, de André Novais Oliveira
Que je tombe tout le temps, de Eduardo Williams
Solecito, de Oscar Ruiz Navia
Swimmer, de Lynne Ramsay

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