Massacre de Utøya em destaque na abertura do Festival Internacional de Documentário de Amesterdão (IDFA)

(Fotos: Divulgação)

Começa hoje o Festival Internacional de Documentário de Amesterdão (IDFA), um dos mais importantes certames mundiais a nível do cinema documental e que este ano apresenta 97 estreias mundiais entre 317 filmes. Estima-se que cerca de 2 mil profissionais do cinema documental viagem até Amesterdão e permaneçam durante 12 dias.

Massacre de Utøya na abertura oficial do certame
 
Um olhar sobre o papel do acaso no meio da devastação provocada na Noruega por Anders Behring Breivik, é a proposta de «Wrong Time Wrong Place», filme de abertura do certame. 
 
O Massacre de Utøya, como tristemente ficou conhecido, mudou a vida de muitos jovens para sempre. Alguns deles discutem neste documentário as suas experiências pessoais durante o ataque e os loucos eventos aleatórios que a precederam e fizeram com que estivessem lá. Como conseguiram eles estar no lugar errado na hora errada?
 
Esta proposta de John Appel, conhecido documentarista que realizou obras como «The Last Victory» e «The Player», vai intercalando filmagens da atual deserta ilha de Utøya com algumas vítimas da tragédia. Entre elas ouvimos Harald, um funcionário público norueguês que tinha acabado de trabalhar quando o carro armadilhado explodiu no centro de Oslo, destruindo o edifício onde trabalhava. Também conhecemos Ritah, uma refugiada do Uganda que na altura estava grávida, ou Hakon, um homem que quase falhou a ida à ilha devido ao mau tempo, mas acabou no mesmo ferry de Breivik – escapando da morte certa por muito pouco. Há ainda casos mas bizarros/curiosos, como os pais de Tamta, uma jovem assassinada na ilha e que os pais acreditam que tinha o destino traçado em antigas escrituras religiosas. Esta ideia é contrariada por Natia, amiga de Tamta, que acredita que ela teria sobrevivido se ambas tivessem ficado juntas.
 
«Wrong Time Wrong Place» joga assim com o destino, numa abordagem impar a um massacre que marcou a Europa.
 

Uma cama de gato portuguesa no IDFA
 
 
 
O filme «Cama de Gato» de Filipa Reis e João Miller Guerra, vencedor do Prémio Pixel Bunker para Melhor Curta Metragem Portuguesa no IndieLisboa’12 vai ser exibido no no IDFA na secção Reflecting Images: Panorama
 
Na obra seguimos a história de Joana. Ela anda na escola, chega atrasada, atende o telemóvel sem permissão da professora, é uma adolescente rebelde. Mas para além desta faceta aparentemente despreocupada, Joana é mãe de uma menina que tem criado sem a ajuda do namorado, que está preso.

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