Regressa já no dia 15 de março e prolonga-se até dia 26 do mesmo mês a MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa. Ao todo serão exibidos 423 filmes, provenientes de 50 países. Aos filmes, masterclasses e encontros com convidados, juntam-se 4 exposições, uma das quais em torno do artista e realizador alemão Raimund Krumme.
Será com a abertura dessa exposição que o pontapé de saída da edição 2023 da MONSTRA é dado, na Sociedade Nacional de Belas Artes. Será, porém, no Cinema São Jorge que encontramos o epicentro do festival, sendo a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, a Cinemateca Júnior, o UCI El Corte Inglés e o Cinema City Alvalade espaços complementares onde o evento vai decorrer.
O centenário da animação portuguesa vai marcar os 12 dias do festival. Como tal, de “O Pesadelo do António Maria” (1922) ao recente “Ice Merchants” (2022), a MONSTRA vai dedicar particular atenção à animação nacional, estando previstas as exibições de “Nayola”, de José Miguel Ribeiro, e “Os Demónios do Meu Avô”, de Nuno Beato, duas longas-metragens lusas. Também a coprodução entre França, Itália e Suíça, “No Dogs or Italians Allowed”, de Alain Ughetto, vai estar em destaque, com a presença do realizador no festival.
Pontuam ainda as competições Perspetivas (onde se encontra mais um nomeado para os Óscares de 2023, “My Year of Dicks”, de Sara Gunnarsdóttir), Curtas-metragens de Estudantes, Curtíssimas e MONSTRINHA – o braço do festival dedicado às crianças e famílias, onde concorrem “Fairy Horses”, de Oksana Nesenenko (Ucrânia), “I’m not afraid!”, de Marita Mayer (Alemanha, Noruega), e 3 películas de Julia Ocker (Alemanha): “T-Rex”, “Cat” e “Squirrel”.
Como anunciado anteriormente, o Japão vai estar em grande destaque nesta edição da MONSTRA. Entre os históricos homenageados, regressamos à fundação da Walt Disney Company, e aos trabalhos do croata Borivoj Dovniković e do israelita Gil Alkabetz, ambos desaparecidos em 2022. Uma mostra imperdível de filmes ucranianos será mais uma das atrações do certame.
Esta é “uma MONSTRA que comemora centenários, mas que mantém o olhar e uma programação vanguardista, qual manifesto de imagens em movimento, de pensamentos e de arte”, diz Fernando Galrito.

