Não é certamente tarefa fácil ter as datas da sua edição 2021 (1 a 11 de setembro) a colidirem com as do mediático Festival de Veneza, mas o Festival Internacional de Cinema de Bruxelas (BRIFF) arranca já esta quarta-feira de forma destemida e com uma programação recheada de filmes e convidados.
Será ‘Serre moi fort’ de Mathieu Amalric a abrir as portas do evento que dedica uma especial atenção, através de uma retrospectiva e conversas com o público, à dupla Benoît Delépine e Gustave Kervern. E antes de “Duna” de Denis Villeneuve fechar o programa no dia 11 de setembro, há ainda sessões especiais de filmes como “Benedetta” de Paul Verhoeven e “Worth” , de Sara Colangelo.
Na Competição Internacional, projetos com algum mediatismo como “Nova Ordem” de Michel Franco e “Quo vadis, Aida ?” de Jasmila Žbanić são acompanhadas por pérolas prontas a serem descobertas. De Cannes chegam “H6”, “Olga” e “Moneyboys”, de Berlim vem “Le Monde Après Nous” e de Sundance e Roterdão temos “El perro que no calla”.
A esta competição adicione-se a nacional (belga), com 9 filmes na disputa de prémios, e ainda a Semana dos Realizadores, onde encontramos 8 filmes, entre eles “A Metamorfose dos Pássaros” de Catarina Vasconcelos ou “Azor” de Andreas Fontana.
Eventos ligados à indústria (Fórum de Coprodução, sessões de pitching, etc), além de concertos e um olhar cuidado às questões climáticas e ao cinema mais recente da Ucrânia, fazem também parte do programa do festival.

