‘Tears of the Sun’ por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

Sinopse

Tears of the Sun, com Bruce Willis, é a história de um comandante que comanda as suas tropas na selva da Nigéria para salvar uma médica interpretada por Monica Belluci, que afirma que só irá se eles salvarem também 70 refugiados.

Elenco

Bruce Willis, Monica Bellucci, Cole Hauser, Tom Skerritt, Paul Francis, Fionnula Flanagan, Eamonn Walker, Johnny Messner, Charles Ingram, Chad Smith, Malick Bowens, Akosua Busia, Nick Chinlund, Cornelia Hayes O’Herlihy, Peter Menseh

Realizado por Antoine Fuqua

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Trailer

Crítica

Após ter realizado um filme repleto de personalidade como ‘Training Day’ (e antes disso o até interessante ‘Replacement Killers’), Antoine Fuqua regressa ao cinema com ‘Tears of The Sun’.

Na Nigéria a guerra civil ataca e quem vai sofrer mais é o povo cristão do Sul do país. Autênticos mercenários andam à solta e ninguém escapa à sua ira. NO meio disto, uma missão católica que vai ajudando a população como pode.
Temendo que os seus cidadãos fossem afectados com a barbaridade dos ataques rebeldes, os EUA enviam um grupo de elite para resgatar uma médica (Belluci), um padre e duas freiras. Os três últimos recusam abandonar a missão e Belluci só vai quando lhe é concedida a hipótese de levar um grupo de refugiados para os Camarões. Na verdade, AS coisas não são bem assim mas não vou contar mais.
Automaticamente fazemos uma ligação cerebral entre a história e dois filmes recentes. O primeiro é ‘Three Kings’, o filme que juntava Cloney, Walberg, Cube e Jonze no deserto iraquiano em busca de ouro. A meio da sua missão surge uma outra. Salvar um grupo de iraquianos que queria fugir do regime de Sadam Hussein.
Aqui não há Ouro e no fundo a sua missão é salvar Belluci. Por acréscimo vêm os refugiados. Quando há refugiados há crianças. E quando há crianças numa guerra há choro. Confesso que me emocionei a ver este filme não pelas imagens em si mas pelo saber que existem situações deste género em vários pontos do mundo.
O problema é que Fuqua não conseguiu aguentar a película no drama puro e o filme começa aos poucos a apresentar diversos clichés manipuladores emocionalmente. Talvez o problema foi o ter ido longe demais e muitas vezes cai-se numa verdadeira máquina de propaganda e de moralidade desmesurada.
NO efeito soldado ‘máquina’ que afinal também tem sentimentos volta a surgir de forma escancarada e um filme que estava a ser um bom thriller na guerra, rapidamente se transfigura num intenso drama onde os sentimentos são literalmente ‘violados’. Seria inevitável. Estamos a falar de uma guerra e infelizmente estes acontecimentos, apesar de não serem baseados em nenhum facto concreto, são constantes e só quem não vê AS notícias os pode ignorar.
Intenso, manipulador, filme propaganda e outros defeitos, não retiram a ‘Tears of The Sun’ o estatuto de filme a ver pois não são duas horas perdidas…
Aos que se emocionam facilmente no cinema deixo um aviso. Levem um pacote de lenços pois a partir da primeira meia hora é lágrima atrás de lágrima certamente… 5/10 Jorge Pereira

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