«Zambézia» por Carla Calheiros

(Fotos: Divulgação)

“Zambezia” é uma proposta de animação originária da África do Sul, e que marca igualmente a estreia da produtora sul-africana Triggerfish. Embora sem o orçamento estrondoso de Hollywood (por exemplo, “Rio” custou 90 milhões de dólares), esta fita que custou 20 milhões de dólares não deixa de ser uma proposta ambiciosa para a cinematografia da África do Sul.
 
Nos últimos anos tem sido clara a tentativa de novos estúdios independentes, e novos mercados tentarem entrar no circuito em sala do cinema de animação, descentralizando assim a quase exclusividade dos gigantes americanos. Essa aposta prende-se sobretudo com o valor seguro que tem sido a animação, que leva na generalidade a resultado simpáticos de bilheteira.
 
O filme conta a história de um pequeno falcão que vive isolado na África do Sul e que um dia resolve sair da asa protetora do pai e voar até à Zambezia. Nesta cidade (quase) todos os pássaros são aceites e vivem em harmonia. É lá que ele vai enfrentar novos desafios e conhecer a verdade sobre a história da sua família.
 
E a verdade é que “Zambezia” pouco fica a dever aos seus homólogos dos grandes estúdios, embora a forma simples como se apresenta, assente em valores muito seguros, demonstre que ainda há algum caminho a percorrer. Mesmo assim, a animação é bem conseguida e está assente em personagens divertidas. A história, embora muito simples, não deixa de ser interessante e com uma mensagem positiva sobre a igualdade no final. Embora “Zambezia” não seja um filme que consiga atingir um estatuto universal, é uma proposta que cumpre todos os seus requisitos e que certamente não defraudará o seu público-alvo. 
 
O melhor: A mensagem final e a banda sonora.
O pior: A história é um pouco simplista.
 
 Carla Calheiros
 
  

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