Curiosamente, é mais fácil identificar parentescos entre este “ATM” e o filme “Buried”, de Rodrigo Cortés, do que entre este último e o novo trabalho do realizador catalão, “Red Lights – Mentes Perigosas”, também em cartaz em Portugal. A explicação, mais do que envolver uma homenagem do realizador estreante David Brooks, é o facto de ambos terem sido escritos e produzidos pelas mesmas pessoas – Chris Sparling e Peter Safran respetivamente.
A estrutura é a mesma de “Buried”: trata-se de “experimentar” manter o interesse do espectador com um conjunto minimalista de cenários e possibilidades. O espaço fechado aqui é uma cabine de caixas de multibanco – onde três jovens estão refugiados de uma misteriosa ameaça externa.
Embora consiga na maior parte do tempo manter o interesse, “ATM” não vai além disso – os personagens não chegam a despertar empatia, os seus dramas nem sempre são interessantes e a ação destituída de lógica da “ameaça” coloca o filme na perigosa linha da perda de credibilidade. O low budget aqui também faz se sentir de maneira negativa, com as fragilidades da produção a não ser encobertos por uma ação particularmente vertiginosa ou imaginativa – como se encontra em uns tantos exemplares “baratos” do género horror.
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Embora “ATM”, no saldo final, acaba por não ser um filme assim tão mau. Tem uma estrutura coerente e uma solução de acordo – e ainda consegue uns tantos momentos de intensidade. Dentro do género não faz má figura. O que, dependendo das preferências do consumidor, pode não significar grande coisa.
O Melhor: a coerência estrutural
O Pior: a falta de ambição
{xtypo_rounded2}Realização: David Brooks
Elenco: Bryan Geraghty, Alice Eve, Josh Peck {/xtypo_rounded2}
| Roni Nunes |

