«Arriety» por João Miranda

(Fotos: Divulgação)

A popular série britânica de livros “The Borrowers”, que, desde a sua publicação na década de 50, já teve várias adaptações ao cinema e à televisão, incluíndo há anos uma série animada que passou por cá. A história já é bastante conhecida: uma família de pessoas diminutas vivem nas paredes das casas de humanos e sobrevivem com o que vão levando “emprestado”, sempre com o cuidado de não serem vistos, mas Arriety, a filha do casal, eventualmente é vista pelo rapaz doente que vem descansar à velha casa de família e tudo se desenrola desde aí.
 
Produzida nos estúdios Ghibli, de Hayao Miyazaki, a realização não está a cargo deste, que apenas se limitou à produção e à escrita do argumento. A realização é de Hiromasa Yonebayashi, o mais jovem realizador deste estúdio, que faz aqui a sua estreia neste cargo, após anos como animador. Não é, no entanto, na realização que estão os problemas deste filme. Nem na animação ou na técnica. Baseado no primeiro de 5 livros, o filme parece o prelúdio de uma série de episódios, parece começar quando está a acabar. O que até nem é mau, porque os problemas que surgem neste filme são resolvidos, só que abrindo uma nova série de alternativas e possíveis situações que, tendo em conta o desenvolver das personagens, queremos seguir e isso mostra o cuidado que é tido nestes estúdios no desenho e desenvolvimento das personagens e mostra o nível de empatia que conseguiram incutir-lhes, mas, no final, há um certo descontentamento pela vontade que fica de ver mais.

O Melhor: Os detalhes, as personagens, o criar um mundo completo.
O Pior: Parece um prelúdio, um primeiro episódio de uma série.
 
 
 João Miranda
 

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