“Regan” felizmente não segue esse caminho, e mais do que contar os eventos marcantes da vida de um dos mais importantes líderes mundiais do século passado, o documentário apresenta o homem arrojado, comunicador, bem colocado, mas com demasiados paradoxos nas suas atitudes, na maioria conservadoras, como as que teve com o fechar de olhos aos casos de Sida que golpearam a América nos primórdios da doença. Uma das maiores curiosidades é descobrir que Ronald e Nancy Reagan tentaram que a “estranha doença” fosse uma das prioridades da sua legislação, que só com a morte da Rock Hudson acordou para a situação. Curiosamente, o mesmo homem amnistiou mais de 2.5 milhões de imigrantes ilegais, tendo mesmo um percurso sindical quando presidiu o Screen Actors Guild.
As suas transições estão também fortemente destacadas, como a decadência da carreira de actor, o trabalho na General Electric e a ascensão ao poder, coisa que nunca teria acontecido sem Nancy.

