Neste “Chatroom”, Nakata volta a pisar esse território, envolvendo-se num projecto extremamente apurado esteticamente e com um grupo de actores jovens britânicos que poderiam criar uma pequena obra de culto.
Mas isso não acontece. No fundo, este trabalho parece mais uma amostra de adolescentes enraivecidos com a sua família e amigos (estilo “Skins”) que se começam a encontrar numa internet repleta de pervertidos, mas que nunca vai suficientemente longe nem é demasiado arrojado para ser um cyberfilme de excepção.
Mostrar adolescentes em conversa em salas de conversação na Internet não é o mais apelativo cinematográficamente, e por isso Nakata criou uma estética apropriada para o tema, juntando numa espécie de sala real (denominada “Chelsea Teens”) um grupo de jovens angustiados com a vida: Aí temos William, um solitário, Eva (uma menina popular com uma crise de identidade), Emily (uma geek), Jim (um depressivo) e Mo (apaixonado por quem não devia). Juntos eles falam uns com os outros em estilo de revolta, mas o filme nunca descola para uma profundidade maior que não a de thriller de estação.
Por isso “Chatroom” acaba por ser um filme banal. Se a plastificação visual é um ponto forte do filme, a insipiência emocional e de textos acabam por arruinar tudo.
O Melhor – A estética
O Pior – Os diálogos e os problemas destes jovens angustiados
A Base: Se a plastificação visual é um ponto forte do filme, a insipiência emocional e de textos acabam por arruinar este trabalho… 5/10

