
Nascido em 1936 em Soloba, uma aldeia a 300 km da capital do Mali, Bamako, estudou Desenho e Design de Joalheria, distinguindo-se desde logo pelo seu talento para o desenho. Em 1962 abre o seu próprio estúdio e, desde então, o seu trabalho têm-lhe grangeado diversos prémios internacionais.
Até 1940, os africanos, sobretudo os das zonas rurais, não aceitavam ser fotografados, muitos acreditavam que o fotógrafo conseguia vê-los nus através da lente e que isso os faria ficar sem alma. Graças ao trabalho de fotógrafos índigenas como Malick Sidibé a fotografia começou a ser aceite em África. Após várias décadas de trabalho no seu estúdio, Sidibé fotografou “todos os que eram alguém” em Bamako, captando as suas expressões, as suas roupas e trabalhando em harmonia com os “modelos”. Os seus retratos e fotografias documentais são testemunho do desenvolvimento cultural e social do Mali pós-colonial. Hoje em dia Malick é considerado o mais importante fotógrafo africano vivo.
O fotógrafo maliano, que empresta este ano uma das suas fotografias ao cartaz do doclisboa, foi o vencedor do Prémio Photo España Baume & Mercier 2009. Em 2008 foi distinguido com o prémio do Centro Internacional de Fotografia de Nova Iorque, em 2007 coube-lhe o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, e em 2003 com o Prémio Hasselblad (Suécia), em 2003.

