Ben Wheatley
Apesar de já ter abalado o mercado cinematográfico, particularmente no Reino Unido, com «Down Terrace», foi com «Kill List – Uma Lista a Abater» que Ben Wheatley se “internacionalizou”, tendo passado por inúmeros festivais, como o South by Southwest Film Festival (SXSW), o Festival de Toronto, o Frightfest, o Festival de Sitges e o Fantasporto.
Em «Kill List – Uma Lista a Abater», e tentando não desvendar muito, seguimos um assassino profissional que após um trabalho que corre mal faz uma pausa na sua “carreira”, o que complica em muito a economia familiar. Quando o seu melhor amigo lhe propõe um novo trabalho, este homem martirizado pelo passado, aceita voltar à sua profissão, mas com uma lista de alvos a abater, vêm também alguns fantasmas do passado e um grande número de paranoias que vão afetar o seu discernimento e a vida quotidiana da sua família.
O c7nema teve a oportunidade de falar com Ben em janeiro, um pouco depois de a Zon Lusomundo adiar a estreia de «Uma Lista a Abater» para março e de ser anunciada a sua antestreia nacional no Fantasporto, um certame que lhe agradava e que tinha pena de não vir devido a compromissos de filmagens. Essa conversa, por telefone, revelou um homem profundamente humilde, repleto de humor, extremamente conhecedor do cinema de terror e de género, e também um pai de um diabrete que lhe esconde o casaco e o telemóvel (só à terceira vez que ligámos, Ben conseguiu encontrar o casaco e atender a nossa chamada). Aqui ficam as suas palavras.
Sobre a génese do projeto e como tudo começou
Ainda antes de começar a fazer o «Down Terrace», Ben idealizou fazer um filme de horror. Porém, a sua primeira opção acabou por ser um filme de criminosos, mas manteve «sempre a ideia de fazer algo do género ainda que com mais realismo do que é habitual. «eu já pensava nisso quando fazia o “Down Terrace”. Depois comecei a pensar no filme a partir dos atores que tinha… pensei primeiro neles do que propriamente numa história (…) ainda assim desejava filmar há muito tempo algo na veia de HP Lovecraft (…) algo em que uma pessoa má se envolvia com alguém ainda pior.»
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Jorge Pereira

