Charlotte Gainsbourg fala de «Melancholia» e do reencontro com Lars Von Trier

(Fotos: Divulgação)
Em vésperas da antestreia de «Melancholia», no Festival de Cannes, Charlotte Gainsbourg fala de como foi trabalhar com o realizador Lars Von Trier.
 
Gainsbourg, que já tinha contracenado no controverso «Antichrist», do mesmo realizador, filme que incluía cenas de sexo e mutilações genitais, admitiu que estava nervosa em trabalhar uma segunda vez com Lars Von Trier. 
 
Segundo Gainsbourg, numa entrevista à Psychologies – “Eu estava tão excitada quando ele me ligou. Eu nem precisei de ler o guião. Eu só queria ter uma nova experiência com ele. O que não significa que tenha tudo sido fácil e que estava relaxada à cerca disso – não foi nada disso. Eu estava nervosa em trabalhar com ele de novo, mas é bom sentir um pouco de medo.”
 
Em relação à sua participação em «Antichrist», Gainsbourg acrescentou – “Todos os actores têm a ambição de ser extremos. Tu queres material que seja original, um empurrão a ti próprio. Eu queria ser exposta. Eu queria ir um pouco mais longe. Foi catártico. Eu quero viver algo assim. Actuar é uma forma extrema de libertar tensão. Quando acabámos de filmar «Antichrist», eu estava exausta, mas ao mesmo tempo excitada. Eu senti-me muito feliz por ter sido capaz de viver, por dois meses, no limite e ser histérica e depois voltar para a ser eu própria.”
 
Na obra seguimos duas irmãs (Dunst, Gainsbourg) que terão de lidar com o facto de um planeta – chamado Melancolia – estar em rota de colisão com a Terra. Mas se uma aceita o destino de uma maneira calma, a outra entra não. Von Trier diz que adora a ideia de ser coberto por «Melancolia», descrevendo o seu trabalho como o mais «romântico», nem que seja pela purificação através da morte. E que não se esperem finais felizes, acrescentou.
 
Para além de Gainsbourg, participam também Kiefer Sutherland ( «Phone Booth»), Alexander Skarsgaard («True Blood») e Kirsten Dunst («All Good Things »).

Margarida Proença

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