Os Miseráveis foi considerado o melhor filme nos Césars

Numa noite marcada pela polémica vitória de “Polanski” como melhor realizador, há um grande vencedor dos Césars que não pode passar despercebido: Os Miseráveis.
Apesar de se prever o pior, depois da obra perder a estatueta de melhor primeiro filme para Papicha, o filme de Ladj Ly [ler entrevista] acabaria mesmo por ser consagrado como o melhor filme do ano, isto depois de ter visto o público escolhê-lo para o César Popular, Alexis Manenti ser considerado o ator revelação, e Flora Volpelière receber a distinção pela montagem.
E se toda a cerimónia decorreu de forma nervosa, o discurso do realizador no momento de receber o prémio não podia ser mais conciliador: “É a pobreza que divide os franceses. É tempo de baixar as armas, é tempo de nos unirmos. É tempo de mostrar que fazemos parte todos do mesmo país. A França é o nosso país, façamos dela um grande país. O único inimigo não é o ‘outro’, é a miséria“.
“Il est temps de s’unir […] le seul ennemi ce n’est pas l’autre c’est la misère”
La fierté et l’émotion de @ladjLY, qui remporte le César du meilleur film pour Les MisérablesLe meilleur des #César2020 > https://t.co/ipnVwouBeV pic.twitter.com/Dx07TjoqXA
— CANAL+ (@canalplus) February 28, 2020

