#BlackCesars: pede-se mais “diversidade” no cinema francês

(Fotos: Divulgação)

Os Césars serão entregues esta sexta-feira, 28 de fevereiro

A menos de 48 horas da entrega dos Césars, a principal distinção do cinema francês, uma tribuna no jornal Le Parisien apela a uma maior representatividade na indústria do cinema gaulês e nas nomeações do prémio a personalidades provenientes dos departamentos e territórios ultramarinos de França e dos imigrantes africanos e asiáticos no país.

O texto escrito por Eriq Ebouaney, assinado por nomes como Olivier Assayas, Mathieu Kassovitz, Stomy Bugsy, Julien Leclercq, Firmine Richard, Olivier Marchal e Aïssa Maïga, denuncia a “invisibilidade de atores, realizadores e produtores” dessa origem, lamentando ainda que França “mantenha os seus atores de cor em papéis insignificantes que nunca justificarão qualquer indicação aos Cesars“. Recordamos que ainda esta semana, a atriz Adèle Haenel falou dessa mesma “invisibilidade” como o maior problema atual do cinema francês.

O grupo critica fortemente os “papéis secundários e estereotipados” a que os atores de origem imigrante estão confinados, e espera que a anunciada renovação da liderança da Academia dos Césars permita a inclusão de artistas daquilo que é chamada de “diversidade“.

Vale a pena referir que a cerimónia dos Césars tem sido assombrada por inúmeros protestos, que levaram mesmo a direção da Academia a demitir-se. As doze nomeações que o filme de Roman Polanski (J’Accuse) conseguiu e essa “falta de diversidade” estão na origem das queixas.

Últimas