Depois da pandemia: estudo traça futuro negro para o cinema

(Fotos: Divulgação)

Tempos difíceis para todas as atividades em recintos fechados

Um estudo executado nos EUA chegou à conclusão que depois da pandemia de coronavírus (Covid-19) ser considerada extinta, a grande maioria das pessoas vai querer manter-se longe de eventos públicos, como idas ao cinema, estádios, pavilhões e concertos.

Elaborado pela Performance Research, em parceria com a Full Circle Research Co., o estudo – apresentado na Variety – traçou um futuro particularmente sombrio no que diz respeito ao cinema, com 49% dos participantes a afirmarem que levaria alguns meses a regressarem às salas, ou que nunca mais voltariam a elas. Já 28% afirmou que comparecerão nas salas com menor frequência quando a crise pandémica passar, e apenas 15% afirmam que planeiam ir com mais frequência.

Concertos em recintos fechados, eventos desportivos e os parques temáticos (uma chamada de atenção para a Disney) parecem ser os mais atingidos pela pandemia e a crise de ansiedade e isolamento que se seguiu, com 56%, 51% e 50% dos entrevistados, respetivamente, a afirmarem que vão ser precisos muitos meses a regressarem a esses locais, embora admitam nunca mais voltarem.

Já os parques, jardins, praias e instalações desportivas ao ar livre parecem ser os locais menos afetados, com a maioria dos participantes no inquérito a afirmarem que retornariam imediatamente a eles ou passadas algumas semanas depois do fim da pandemia.

Outro elemento curioso apresentado no estudo é que mesmo aqueles que dizem que voltarão aos locais públicos, terão a partir de agora muito mais interesse em saber mais sobre as suas condições de limpeza e saneamento, com dois terços dos inquiridos a apontarem para uma maior atenção a esses factores.

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