Disney acusada de monopólio na Coreia do Sul

(Fotos: Divulgação)

A Public Welfare Committee, uma ONG sediada em Seul, avançou para o Ministério Público com um processo contra a Disney por alegadamente a empresa violar as leis antimonopólio do país. 

Em causa está a exibição da sequela de Frozen, que segundo a organização ocupou na sua estreia cerca 88% dos ecrãs do país. A PWC afirma que este lançamento esmagador do filme enquadra-se numa cláusula que define que qualquer indivíduo ou empresa com mais de 50% de participação no mercado deve ser encarado como uma “empresa dominante”. A Disney “tentou monopolizar as salas de cinema e procura grandes lucros no curto prazo, restringindo o direito de escolha do consumidor“, afirma a queixa da PWC.

Desde a sua estreia na Coreia do Sul, Frozen 2 já conseguiu faturar 61,2 milhões de dólares nas bilheteiras do país, tornando-o como terceiro maior mercado do filme de animação. Segundo o The Hollywood Reporter, a atual legislação coreana relativa à exibição de filmes não estabelece um limite para o número de ecrãs que um filme pode ter, mas o recente domínio da Disney e os sucessos de bilheteira locais dos grandes estúdios coreanos provocaram um debate intenso na indústria sobre o assunto.

Naturalmente, os grandes operadores de cinema locais mostram a sua oposição a qualquer imposição de quotas, mas as salas e produtores independentes apelam à sua implantação para tornar o mercado de cinema mais justo e assim proteger as escolhas do consumidor.

Métricas diferentes no apuramento dos resultados

De acordo com o THR,  a métrica usada pela PWC, assim como por outros órgãos da indústria cinematográfica, usa a percentagem de ecrãs que mostram um filme, pelo menos uma vez, num dia específico.

Porém, outras organizações, com o Conselho Coreano de Cinema (KOFIC), calculam o valor através do número total de vezes que um filme foi exibido, dividindo-o pelo número total de vezes que qualquer filme tenha sido exibido nessa data. Segundo esta última métrica, a percentagem de Frozen 2  – a 23 de novembro – foi de 46,3% e não os 88% citados pela PWC.

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