Num festival como o de Karlovy Vary, que apanhámos já em andamento, não nos podemos esgotar na competição, seguimos uma lógica diferente. A do puro prazer da descoberta de filmes perdidos em outros festivais, a aceitação de sugestões de propostas de outros jornalistas e até algumas surpresas.
Este ano tivemos de tudo um pouco. Por isso, aqui fica a minha lista dos filmes que mais prazer me deram. Com a particularidade de não ter visto nenhum flop. O que só dá créditos a Karlovy Vary. Algo que nem era necessário, pois trata-se de um dos melhores festivais do mundo. Mesmo sem ter a conotação A, como Cannes, Berlim ou Veneza, não deixa de ser um certame muitíssimo bem organizado e gerido pelo diretor Jiri Bartoska e diretor artístico Karel Ochs. E cheio de público, um público jovem que esgota, literalmente, todas as sessões, não sendo raro sequer a ocupação de todos os espaços vagos na sala.
Tivemos essa experiência a ver o belíssimo The Selfish Giant, da promissora Clio Barnard, literalmente deitado no chão mesmo em frente do ecrã, juntamente com outros espectadores, ou apenas sentado numa escada, como em The Panic in Needle Park, de Jerry Schatzberg, exibido em retrospetiva.
- A Place in Heaven
- Bluebird
- Aint Them Body Saints
- Papusza
- A Field in England
- Fruitvale Station
- Stone Roses: Made of Stones
- The Selfish Giant
- Stop The Pounding Heart
- The Panic in Needle Park

