A 27.ª Festa do Cinema Francês arranca a 1 de outubro, às 21h00, no Cinema São Jorge, em Lisboa, com a estreia nacional de De Gaulle: Resistência (La Bataille de Gaulle: L’Âge de fer), de Antonin Baudry. Apresentado no Festival de Cannes, o drama histórico integra um díptico que será completado na Festa com De Gaulle: Liberdade (La Bataille de Gaulle: J’écris ton nom), centrado no período entre 1942 e a Libertação de Paris, em agosto de 1944.
Com Simon Abkarian no papel principal, o filme procura combinar o retrato íntimo de um homem que esconde as emoções com a escala épica de uma grande produção histórica. “Quando trabalhei esta personagem, De Gaulle, não olhei apenas para os arquivos dele. Também olhei para Mussolini e Hitler. Olhei para eles de outra maneira. Vi-os.”, explicou ao C7nema o ator Simon Abkarian, que interpreta De Gaulle no filme. “Quando os vemos falar e mover-se nos discursos, percebe-se uma diferença essencial: De Gaulle flutua. Mussolini e Hitler falam do medo do seu povo, do seu próprio povo. De Gaulle fala à consciência deles, à sua nobreza”.
A Festa do Cinema Francês deste ano associa-se também à retrospetiva O Lado BB, dedicada á falecida Brigitte Bardot, que a Cinemateca Portuguesa lhe dedica. A partir de 1 de outubro, serão exibidos quase 20 filmes da atriz, procurando revelar uma carreira mais diversa do que a imagem de sex-symbol que marcou a sua projeção internacional. Entre os títulos encontram-se Et Dieu… créa la femme (1956), de Roger Vadim, Vie privée (1962), de Louis Malle, Le Mépris (1963), de Jean-Luc Godard, e Viva Maria! (1965), novamente de Malle.
Competição abre-se ao mundo francófono
Uma das principais novidades da 27.ª edição é o alargamento da Secção Competitiva a todo o território francófono, numa seleção de seis primeiras e segundas obras que atravessa diferentes geografias, géneros e modelos de coprodução.
A competição inclui Congo Boy, de Rafiki Fariala, Du fioul dans les artères, de Pierre Le Gall, Adeus, mundo cruel, de Félix de Givry, L’Espèce explosive, de Sarah Arnold, Paradise, de Jérémy Comte, e La Frappe, de Julien Gaspar-Oliveri.
Brevemente serão anunciados mais títulos.

