Pode-se dizer que William Brent Bell é um realizador com alguma experiência no cinema de horror, pois já anda nisto desde 2006, quando lançou Stay Alive, por isso é bizarro antecipar e depois confirmar que foi mesmo ele que assinou este Brahms: The Boy II, já que todas as decisões criativas parecem decididas por um computador movido a algoritmos ligados a clichés do género: baloiços a ranger, ruído branco na TV; sustos provocados pelo aumento do volume, e “ataques” supostamente reais que afinal são sonhos.
Sequela do “filme original” de 2016, que acompanhava uma jovem que se tornava ama do “filho” de um casal, Brahms: The Boy II ocorre anos depois para seguir uma família – marcada por um assalto violento – que decide ir viver para uma propriedade onde um boneco controlador (com uma lista de regras que o seu dono deve respeitar) comanda as operações.
Se pensarmos bem, e dado o final do primeiro filme, nada tem muito sentido por aqui (o filme certamente resulta melhor se não virem o primeiro), por isso esta sequela é uma desculpa esfarrapada para originar uma franquia “assustadora” ao estilo Annabelle, mas o falhanço é total, já que não há absolutamente nada de fresco (argumento, cinematografia, realização, montagem) nesta obra de terror sobrenatural que provoca mais risos inadvertidos que sustos.
É que para além de extrema previsibilidade dos eventos (o argumento parece o trilho mapeado de uma caminhada em linha reta), as personagens são construídas também dentro de todos os lugares comuns, com uma Katie Holmes (caída em desgraça “cinematográfica”) perdida entre a sobrevivente traumatizada e a dona de casa aborrecida que não consegue ter mão no filho (e muito menos no boneco).
No final, mais uma porta aberta para eventual sequela, que tem enormes probabilidades de ser melhor que este Brahms: The Boy II, tal a sua inóquidade.















