Ao quinto dia do IndieLisboa’11 gostaríamos de referenciar algumas das obras que merecem uma atenção especial.
O primeiro destaque vai para «Swans», filme do português Hugo Vieira da Silva, que passou pelo Fórum do Festival de Berlim. Viera da Silva é o realizador de «Body Rice», e neste trabalho acompanha um pai e um filho que viajam para Berlim. O rapaz nunca conheceu a mãe, que está agora num hospital em coma. Numa cidade desconhecida e num hospital com um ambiente um pouco hostil, os dois vão confrontar o passado, enquanto conhecem uma estranha mulher que divide o quarto com a mulher/esposa.
Segundo a The Match Factory, representante dos direitos mundiais do filme, este trabalho “evoca uma atmosfera que oscila entre o desejo e o anonimato, entre o receio da proximidade pessoal e a proximidade da morte […] numa fascinante história de um jovem a chegar aos termos com a sua idade e a confrontar a velhice”.
A obra já está adquirida para Portugal, e poderá ainda estrear nas salas este ano, caso a Midas assim o deseje.
Também em destaque está «Silent Souls», de Aleksei Fedorchenko, vencedor do prestigiante Festival de Cinema de Mar Del Plata. Nesta «bela viagem lírica de amor e perda, tradição e imaginação, memória e morte, ambientada na Rússia central. Dois amigos, Aist e Miron, embarcam numa viagem de despedida em homenagem à mulher de Miron. O seu destino? Um fogo de cremação do corpo dela cuidadosamente preservado. Uma viagem às verdadeiras tradições populares da cultura de Merja que funciona como um poema visual do mar, cuja tranquilidade está pronta a receber a eternidade de todos os reis e rainhas dos nossos corações.»
Finalmente, e apesar da confusão ocorrida no sábado sobre o seu visionamento na cinemateca, Júlio Bressane apresenta mesmo no espaço «Matou a Família e Foi Ao Cinema». Na obra, «Um jovem mata à punhalada o pai e a mãe e vai ao cinema ver o filme “Perdidos de Amor”. Uma jovem esposa, rica e entediada, decide passar férias em Petrópolis enquanto a sua mãe espera que desista da ideia do divórcio. Um homem mata uma mulher por amor. Um jovem é torturado pela polícia. Duas jovens amam-se e, condenando a relação lésbica, a mãe de uma delas é morta à machadada. Um homem mata a esposa. Duas namoradas recordam o período escolar, fazem amor e atiram uma na outra até à morte.»
Uma nota final ainda para «Long Live the New Flesh», trabalho experimental de Nicolas Provost que é composto por material de arquivo e onde os segmentos de filmes de terror são transformados numa nova obra, e «The Anarchist Banker», obra em que o «responsável pela actual crise económica revela-se um anarquista. O entrevistador parece ficar sem argumentos perante esta desconstrução. Se em 2011 o discurso é actual e coerente, que tal recordarmos a data do texto – 1924 e o seu autor – Fernando Pessoa».
Jan Peter Hammer
Exibições: 9 Maio, 21:30, Teatro do Bairro • 11 Maio, 19:00, Teatro do Bairro
Secções: Pulsar do Mundo
Ficção, Alemanha 2010, 29′, HDCAM
Argumento: Ana Teixeira Pinto
Fotografia: Ingolf Rech, Martin Hoffmann
Música: Niels Lorenz
Som: Christian Schossig
Montagem: Jan Peter Hammer
Com: John Quincy Long, Tomas Spencer
Produtor: Jan Peter Hammer
O homem responsável pela actual crise económica revela-se um anarquista. O entrevistador parece ficar sem argumentos perante esta desconstrução. Se em 2011 o discurso é actual e coerente, que tal recordarmos a data do texto – 1924 e o seu autor – Fernando Pesso
Destaques do dia:
«Silent Souls»: 16h30, São Jorge (Trailer)
«Matou a Família e Foi Ao Cinema»: 19:00, Cinemateca (Trailer)
«Swans»: 21H30, Culturgest (Trailer)
«The Anarchist Banker»: 21h30, Teatro do Bairro (Trailer)
«The Anarchist Banker»: 21h30, Teatro do Bairro (Trailer)
«Long Live the New Flesh»: 24h00, São Jorge (Trailer)
Jorge Pereira

