Indicado à Palma de Ouro, “O Agente Secreto“, de Kleber Mendonça Filho, conquistou o Prémio da Crítica do 78°. Festival de Cannes, num anúncio feito esta tarde pela Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (Fipresci), que reúne jornalistas de todo o mundo. Ele conquistou ainda o Prix Des Cinémas d’Art et Essai, dado por programadores de salas de projeção.
Crítico de cinema e repórter nos anos 1990, Kleber fez a sua estreia em Cannes em 1999, numa cobertura jornalística para o Recife. Exibiu na cidade a curta “Vinil Verde“, há 20 anos, e, a patir de 2016, tem lançado as suas longas metragens por lá.
Estrelado por Wagner Moura, “O Agente Secreto” recria o Brasil da ditadura, em plena Era Geisel, em 1977. O protagonista é um pesquisador da universidade federal que passa a ser ameaçado de morte devido à disputa por uma patente científica de energia.
Outro reconhecimento da Fipresci foi para a estreia do ator e realizador Harris Dickinson, “Urchin“, exibido na secção Un Certain Regard, um estudo angustiante da personagem de um sem-abrigo chamado Mike, que luta contra o vício. Da Semana da Crítica, Quinzena de Cineastas e outras seleções paralelas, o júri da Fipresci selecionou a longa-metragem de animação “Dandelion’s Odyssey”, de Momoko Seto, para reconhecimento especial. No filme, que seguirá agora para o Festival de Annecy (8-15 junho), quatro dentes-de-leão procuram sobreviver após a Terra passar por um conflito nuclear, alinhando-se pelo espaço fora em busca de um novo planeta.
Na mesma cerimónia da Fipresci, o Júri Ecuménico, una entidade humanista, comtemplou o belga “Jeunes Mères“, dos irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne, com seu prémio anual.

