“L’Attachement” e “Nouvelle Vague” triunfam nos prémios do cinema francês

(Fotos: Divulgação)

Os filmes L’Attachement, de Carine Tardieu, e Nouvelle Vague, de Richard Linklater, foram os grandes vencedores da cerimónia de entrega dos Cesars, os prémios do cinema francês.

Estreado em Veneza em 2024, a fita de Carine Tardieu conquistou as estatuetas de melhor filme, melhor atriz secundária (Vimala Pons) e melhor adaptação. Já o filme de Richard Linklater, exibido em Cannes em 2025, triunfou na realização, fotografia, guarda-roupa e montagem.

Nas interpretações, Léa Drucker foi a melhor atriz por Dossier 137, enquanto Laurent Lafitte foi distinguido como melhor ator por La Femme la plus riche du monde. Théodore Pellerin foi considerado a revelação masculina por Nino, que também ganhou a categoria de melhor primeiro filme, enquanto Nadia Melliti foi considerada a revelação feminina por La Petite Dernière

Noutras categorias, Batalha Atrás de Batalha foi o Melhor Filme Internacional, Arco venceu as categorias de melhor animação e melhor música, e L’Inconnu de la Grande Arche triunfou nos efeitos visuais e na direção artística. Realce ainda para a vitória de Franck Dubosc pelo argumento original de Un ours dans le Jura.

Na cerimónia que decorreu em Paris, marcada pelas intervenções políticas ao longo da gala, a anfitriã da cerimónia, Camille Cottin, abriu com um discurso satírico que visou tanto Donald Trump como a extrema-direita francesa. As afirmações políticas continuaram durante a noite, sendo lembrados setores profissionais sob pressão, como agricultores, pessoal hospitalar e docentes, o impacto da inteligência artificial em profissões como a direção artística e a dobragem,  a violência estatal no Irão, a desflorestação e a crise ecológica.

O recentemente falecido Frederick Wiseman foi lembrado por Alice Diop, enquanto Isabelle Adjani denunciou a violência contra as mulheres. A evocação de Brigitte Bardot gerou reações contraditórias na sala, com aplausos e vaias às posições públicas da atriz.

Noutros destaques, Filha da Água, curta-metragem luso-francesa de animação realizada por Sandra Desmazières, venceu o César de Melhor Curta-Metragem de Animação. “A atribuição do César a Filha da Água é um reconhecimento maior do percurso do filme e da visão singular de Sandra Desmazières”, declarou o produtor Nuno Amorim.

Melhor Filme
L’Attachement, de Carine Tardieu

Melhor Realização
Richard Linklater por Nouvelle Vague

Melhor Ator
Laurent Lafitte por La Femme la plus riche du monde

Melhor Atriz
Léa Drucker por Dossier 137

Melhor Argumento Original
Franck Dubosc, Sarah Kaminsky por Un ours dans le Jura

Melhor Adaptação
Carine Tardieu, Raphaële Moussafir, Agnès Feuvre por L’Attachement

Melhor Atriz Secundária
Vimala Pons por L’Attachement

Melhor Ator Secundário
Pierre Lottin por L’Étranger

Melhor Revelação Feminina
Nadia Melliti por La Petite Dernière

Melhor Revelação Masculina
Théodore Pellerin por Nino

Melhor Primeira Obra
Nino, de Pauline Loqués

Melhor Filme Internacional
One Battle After Another, de Paul Thomas Anderson

Melhor Documentário
Le Chant des forêts, de Vincent Munier

Melhor Filme de Animação
Arco, de Ugo Bienvenu

Melhor Fotografia
David Chambille por Nouvelle Vague

Melhor Música Original
Arnaud Toulon por Arco

Melhor Montagem
Catherine Schwartz por Nouvelle Vague

Melhor Som
Romain Cadilhac, Marc Namblard, Olivier Touche, Olivier Goinard por Le Chant des forêts

Melhor Guarda-roupa
Pascaline Chavanne por Nouvelle Vague

Melhor Cenografia
Catherine Cosme por L’Inconnu de la Grande Arche

Melhores Efeitos Visuais
Lise Fischer por L’Inconnu de la Grande Arche

Melhor Curta-metragem de Ficção
Mort d’un Acteur, de Ambroise Rateau

Melhor Curta-metragem de Animação
Fille de l’eau, de Sandra Desmazières

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