A longa-metragem “Petite Solange” e a curta-metragem “Le Roi David” foram distinguidas na noite passada com o Prémio Jean Vigo, uma distinção criada em 1951 que se destina a incitar à independência e originalidade do cinema francês atual.
Foi numa cerimónia no Centro Pompidou, em Paris, que foi entregue pela 70ª vez esta distinção, que no ano passado premiou “Énorme” de Sophie Letourneur e “Un adieu” de Mathilde Profit.
Estreado no último Festival de Locarno, “Petite Solange” examina a questão do divórcio do ponto de vista de uma jovem adolescente, Solange, que vê sua família desmoronar e aos poucos vai perdendo as suas ilusões de criança. Jade Springer é a protagonista, sendo acompanhada por Philippe Katerine e Léa Drucker como os seus pais. O júri destacou a “precisão com que [Axelle Ropert] filma dores aparentemente simples, mas que provocam feridas profundas, as da infância e da adolescência, pela sua delicada forma de captar dramas do quotidiano sem os dramatizar exageradamente… ”
Já “Le Roi David” de Lila Pinell foi elogiado “pela encenação, ao mesmo tempo lírica e precisa, encarnada e consciente dos seus meios, que carrega o espectador na esteira de uma enérgica protagonista e atriz”. O filme segue as andanças sentimentais de Shana, uma jovem que pretende deixar França para trabalhar em outro lugar.
Agathe Bonitzer, Leïla Férault, Sophie Fillières, Charlotte Garson, Alain Keit, Jacques Kermabon, Quentin Mével, Quentin Mével e Gérard Vaugeois faziam parte do júri.
O certame foi ainda adornado por um prémio de carreira atribuído a Claire Denis, destacando-se o seu “trabalho aventureiro que nunca deixou de se renovar”. O novo filme da cineasta, “Fire”, está previsto para ser lançado em 2022.
A cineasta também tem um novo projeto a caminho: “The Stars At Noon”, protagonizado por Robert Pattinson e Margaret Qualley.

