O ator e realizador Sean Penn, cujo último filme, “Flag Day“, passou no Festival de Cannes e estreou esta semana nos EUA, disse que não ser vacinado e estar em público é como “andar por aí apontando uma arma à cara de alguém“.
Como sempre, Penn foi muito vigoroso nas suas opiniões sobre a vacinação durante uma entrevista recente com Michael Smerconish na CNN para promover a sua obra, na qual atua ao lado da sua filha Dylan.
Não é a primeira vez que Penn fala da questão da vacinação, tendo dito aos frequentadores de salas de cinema que deviam “ficar em casa” até serem vacinados. Para o ator e realizador, a vacina de combate à Covid-19 deveria ser obrigatória. “É raro hoje em dia ter algo que estreie exclusivamente nos cinemas. Eventualmente, o filme chegará ao streaming e esse é um momento melhor para os não vacinados o verem, embora ache que provavelmente irei ofendê-los ao dizer isto. (…) Acredito que todos deveriam ser vacinados. Acho que deveria ser obrigatório, é como acender os faróis do carro à noite [é obrigatório]. ”
Segundo a Deadline, “Flag Day” tinha como alvo na sua estreia nas salas de cinema norte-americanas um público mais velho e culturalmente dedicado ao cinema de autor, mas os resultados de bilheteira foram escassos, com cerca de 40 mil dólares conquistados em cerca de 24 salas espalhadas por cidades como Nova Iorque, LA, San Francisco, Austin, Boston, Chicago, Dallas-Ft. Worth, Minneapolis, Phoenix e San Diego.
De acordo com a publicação, esperava-se que mais público acima dos 55 anos fosse aos cinemas, o que não aconteceu. Ainda assim, cerca de 55% da audiência do filme pertencia a essa faixa etária.

