Solveig Nordlund recebe o Prémio Bárbara Virgínia

(Fotos: Divulgação)

A cerimónia de entrega do prémio decorreu esta quinta-feira, 6 de fevereiro, na Cinemateca Portuguesa

Solveig Nordlund foi distinguida esta noite com o Prémio Bárbara Virgínia, láurea entregue pela Academia Portuguesa de Cinema pelo seu notável trabalho como realizadora, produtora, encenadora e montadora.

A cineasta nascida na Suécia mas radicada em Portugal há várias décadas junta-se assim a nomes do cinema português como Júlia Buisel (script supervisor, anotadora, atriz, realizadora), Teresa Ferreira (colorista), Laura Soveral (atriz) e Leonor Silveira (atriz), distinguidas com o Prémio Bárbara Virgínia nos últimos quatro anos.

Numa cerimónia com mais emoção que público, marcaram presença na plateia algumas figuras do cinema nacional, como a atriz Maria João Bastos, o ator Luis Miguel Cintra e o realizador Fernando Vendrell. Foi das mãos do recentemente reeleito presidente da Academia, Paulo Trancoso, que Solveig Nordlund recebeu a estatueta (e um belo ramo de flores). 

Esta distinção coincide com a celebração dos 50 anos do Centro Português de Cinema, cuja fundação a cineasta acompanhou, facto que foi relembrado por Trancoso nas suas palavras introdutórias. Já Solveig Nordlund, sempre discreta, agradeceu o prémio e relembrou que o filme que iriamos assistir a seguir, Dina e Django, foi produzido pelo recentemente falecido Henrique Espírito Santo. 

Dina e Django

Inspirado num assalto a um taxista logo após o 25 de abril,  perpetrado por um rapaz de 23 anos e uma rapariga de 17, que resultou na morte do condutor., o filme mostra os tempos de revolução que se viviam, , não faltando mesmo imagens documentais. Mas no centro do enredo, Nordlund constroi uma espécie de Bonnie e Clyde à portuguesa, que entra pelos caminhos do despertar sexual, emancipação e uma valente dose de machismo tóxico e possessividade em plena era de revolução política e do pensamento.

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