O filme mexicano Heli [ler crítica] foi o grande vencedor da competição internacional no Festival de Novo Cinema de Montreal (Festival Nouveau Cinéma), no Canadá. Esta brutal obra de Amat Escalante, que foi mesmo a escolha mexicana na corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, foca-se na realidade hiper-violenta do narcotráfico.
Ainda na competição internacional, realce para o prémio especial do júri, entregue a In Bloom, um filme que marcou a estreia de Nana Ekvtimishvili e Simon Gross na realização de longas-metragens. Na fita seguimos a luta de duas adolescentes contra a opressão masculina numa Geórgia pós União Soviética. Curiosamente, esta obra também está na corrida ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Outro premiado no certame, e na mesma secção, foi Miss Violence [ler crítica], um filme do grego Alexandros Avranas, que arrecadou o prémio de inovação Daniel Langlois, entregue pelo certame às obras que apresentam uma estética ousada, ou que usam de forma criativa as novas tecnologias e / ou que dão um tratamento inovador a um tema sensível.
Samantha Castillo, pela sua interpretação em Pelo Malo, L’Inconnu Du Lac, de Alain Guiraudie, e L’Escale, de Kaveh Bakhtiari, foram os restantes distinguidos na competição internacional.
Já no que diz respeito à secção Focus do certame, destinada a produções canadianas, o grande vencedor foi Gerontophilia, do sempre controverso Bruce LaBruce, cabendo a Diego Star, de Frédérick Pelletier, o prémio especial do júri.
O Festival de Novo Cinema decorreu de 9 a 20 de outubro. Aqui ficam todos os vencedores:
Competição Internacional
Melhor Filme: Heli, de Amat Escalante
Prémio Especial do Júri: In Bloom, de Nana Ekvtimishvili e Simon Gross
Prémio de Inovação: Miss Violence, de Alexandros Avranas
Prémio de Interpretação: Samantha Castillo, por Pelo Malo
Menção Especial: L’Inconnu du Lac, de Alain Guiraudie
Prémio da Crítica (AQCC):L’escale, de Kaveh Bakhtiari
Cinema Canadiano:
Melhor Filme: Gerontophilia, de Bruce Labruce
Prémio do Júri: Diego Star, de Frédérick Pelletier
Prémio de Interpretação: Isaka Sawadogo, por Diego Star
Prémio do Público – Secção TEMPS Ø
Why don’t you play in Hell?, de Sion Sono
Curtas Metragens
Melhor Filme (Internacional): Mille Soleils, de Mati Diop
Melhor Filme (Canadiano): Quelqu’un D’Extraordinaire, de Monia Chokri
Prémio Criatividade: Malody, de Phillip Barker
Prémio Inovação FNC: Journal D’Une Insomnie Collective, de Guillaume Braun, Bruno Choinière, Thibaut Duverneix e Philippe Lambert
Menção Especial: Last Room/ Depli, de Pierre Carniaux e Thierry Fournier

