O filme sul coreano Pascha e a produção germano-mongol Remote Control partilharam o prémio máximo da 18ª edição do Festival de Cinema de Busan, um dos maiores certames da Coreia do Sul e mesmo de toda a Ásia.
Pascha é um drama com contornos controversos já que acompanha a relação de uma mulher de 40 anos com um rapaz de 17 anos. Assinado pela realizadora Ahn Seonkyoung, o filme foi escolhido pelo júri devido à forma «intima e altamente original de expressar uma história de amor invulgar».
Já Remote Control aborda uma obsessão entre um rapaz e a sua vizinha numa viagem entre a imaginação e a realidade que mostra «a transição da própria sociedade Mongol», segundo o seu realizador, Byamba Sakhya.
De notar que nesta secção, Novas Correntes, o filme filipino Transit, de Hannah Espia, recebeu ainda uma Menção Especial. Passado em Herzliya, em Israel, e falada em inglês, hebreu e Tagalog, a obra acompanha o drama da emigração em Israel e a forma como algumas personagens têm de esconder os filhos após o governo começar a deportá-los à força.
O Festival de Cinema de Busan decorreu de 3 a 12 de outubro e contou com cerca de 217 mil espectadores. Aqui fica a lista dos seus principais vencedores:
Prémio Novas Correntes: Pascha, de Ahn Seonkyoung; Remote Control, Byamba Sakhya
Menção Honrosa: Transit, de Hannah Espia
Curtas-metragens
Vencedor (Ásia): A Lady Caddy Who Never Saw a Hole in One, Yosep Anggi Noen
Vencedor (Coreia do Sul): In the Summer, de Son Tae
Menção Especial: Temporary, de Behzad Azadi
Menção Especial: Sprout, de Yoon Ga
BIFF Prémio do Mecenato (Documentarios)
Vencedor (Ásia): Jalanan (aka “Streetside”), de Daniel Ziv
Vencedor (Coreia do Sul): Non fiction Diary, de Jung Yoonsuk
Menção Especial: Gureombi — The Wind is Blowing, de Cho Sung-bong (Korea)
Prémio do Público: Home, de Maximilian Hult
Prémio KNN: 10 Minutes, de Lee Yong-seung
Prémio FIPRESCI: 10 Minutes, de Lee Yong-seung
Prémio NETPAC: Shuttlecock, Lee Yubin

