Doclisboa 2013: da resistência à luta

(Fotos: Divulgação)

Dia 24 deste mês terá início mais uma edição do Doclisboa, festival de cinema dedicado ao documentário que ocorre todos os anos em Lisboa. Este ano o festival vai apresentar 244 filmes de 40 países e vai-se espalhar por toda a cidade, chegando mesmo até Almada.

Se, no ano passado, o “doc” definia-se pela resistência, este ano define-se mesmo “pela luta”: não só contra o desaparecimento do cinema português, mas a luta política no cinema. Isto pode ver-se logo pelos filmes de abertura e fecho: o primeiro Pays Barbare foca-se na subjugação da Etiópia pela Itália fascista e o segundo Manuscripts don’t burn um filme que documenta a censura iraniana por um realizador que, ironicamente, foi detido há dias e que, ainda antes de isto ser sabido, tinha sido convidado para Júri deste festival. Será guardada uma cadeira vazia, mais do que em homenagem a Mohammad Rasoulof, para lembrar a repressão a que este e outros realizadores são sujeitos.

Para além das competições nacional e internacional de curtas e de longas, o festival mantém as secções de Investigações, dedicada a temas contemporâneos, Riscos, onde se exploram os limites do género documental, Heartbeat, dedicada às artes performativas, Verdes Anos, onde são exibidos filmes de estudantes, Passagens, onde o documentário se cruza com a Arte, e uma série de Programas Especiais.

Acompanhando as várias sessões de cinema, o festival desenvolve várias actividades paralelas, tal como mesas redondas sobre distribuição independente e cinema político, masterclasses de Alain Cavallier e Sylvain George, workshops, programas para crianças, projecções especiais na Voz do Operário e no Lux-Frágil, instalações na Carpe Diem Arte e Pesquisa e várias festas.

Os bilhetes já se encontram à venda nas bilheteiras da Culturgest, do São Jorge, do City Alvalade, do Fórum Municipal Romeu Correia e na Ticketline. O programa encontra-se disponível em http://www.doclisboa.org/2013/.

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