Alerte générale! Arranca hoje (10/10) a Festa do Cinema Francês

(Fotos: Divulgação)

Jeune et Jolie

Será a 14ª edição da Festa, que todos os anos traz a várias cidades do país alguns dos mais recentes exemplares da produção francesa. O evento começa em Lisboa, onde se estende até dia 20, e depois percorre outras cidades, como Almada (onde começa dia 16), Coimbra, Beja, Faro, Guimarães e Porto. Na capital as sessões ocorrem no cinema São Jorge, na Cinemateca e no Instituto Francês, . A madrinha do evento em 2013 será Agnès Jaoui, artista que trabalha como realizadora, atriz e cantora. Jaoui que estará presente em Lisboa.

Que filmes ver ?

Um dos destaques é logo o filme de abertura, Camille Redouble [na imagem acima], realizado por Noémie Lvovsky, também atriz principal. O filme é uma comédia romântica que gira em torno de uma mulher que revive a sua adolescência depois de ser abandonada pelo marido. Foi recordista de nomeações na última edição dos Cesar (13, no total), embora tenha saído do evento sem nenhum prémio num ano dominado por Amour de Michael Haneke.

Já as honras do encerramento caberão a François Ozon, que este ano viu estreado em Portugal o fabuloso Dentro de Casa. Jeune et Jolie, apresentado na última edição do Festival de Cannes, aborda a vida de uma rapariga em quatro canções e quatro estações. Ozon, perito em revelar novos talentos, desta vez traz Marine Vacth à ribalta.

O famoso certame francês também acolheu o novo trabalho de Michel Gondry, A Espuma dos Dias, que marca o retorno do realizador ao universo delirante de O Despertar da Mente, depois do realismo social de A Malta e Eu, estreado recentemente em Portugal. Audrey Tautou e Romain Duris formam um casal perfeito – até que, por razões de doença, as coisas começam a correr mal.

A Espuma dos Dias

Tautou também protagoniza Thérèse Desqueyroux, última obra realizado por Claude Miller antes de falecer e que encerrou a edição do Festival de Cannes do ano passado. Numa performance elogiada, a atriz do Fabuloso Destino de Amélie interpreta uma mulher que luta para se libertar das convenções sociais.

5 Cameras Brisées é um premiadíssimo documentário de Emad Burnat e Guy Davidi. que ganhou em Sundance e recebeu uma nomeação ao Oscar. Trata da experiência pacífica de um palestino que filme os abusos do exército israelita ao longo de diversos anos (e com muitas câmaras partidas pelo meio).

Grand Central, de Rebecca Zlotowski, traz a cada vez mais incontornável Léa Seydoux, a viver um romance com Tahar Rahim (de À perdre la raison) no quotidiano de um trabalho numa central nuclear.

Queen of Montreuil, de Sólveig Anspach, obra bem recebida no Festival de Veneza do ano passado, onde recebeu um prémio menor, narra a história de uma mulher em luto pela morte do marido e cuja a vida é transformada pela chegada de um casal, um vizinho louco e de um homem apaixonado por ela…

Queen of Montreuil

E Viveram Felizes para Sempre é o quarto trabalho de Jaoui, famosa por O Gosto dos Outros, na realização e é uma comédia romântica com uma intricada teia de relacionamentos.

Philippe Le Guay, que passou pela mostra em 2011 com Os Encantos do 6º andar, retorna com Alceste à bicyclette uma obra que tem Fabrice Luchini como protagonista. Ele faz de ator reformado e misantropo que é submetido à pressão de um jovem em ascensão para entrar numa encenação de O Misantropo, de Molière.

Cherchez Hortense, que rendeu nomeações aos Cesar aos dois principais integrantes masculinos do filme, Jean-Pierre Bacri e Claude Rich, e que conta ainda com Kristin Scott Thomas e Isabelle Carré no elenco, sobre um professor de civilização chinesa cuja vida sofre uma grande transformação depois de recorrer ao pai, um ministro de Estado, com que tem uma relação distante, para que arranje documentos para que uma mulher não seja expulsa do país. Quarta obra de Pascal Bonitzer.

O Último dos Injustos é o mais recente documentário de Claude Lanzamann, feito 25 anos depois de Shoah, onde volta a abordar questões ligadas ao holocausto. Neste casto, trata do campo de concentração de Theresienstadt, considerado um modelo por Adolf Eichmann.

Mostras paralelas

A Festa do Cinema Francês inclui ainda uma retrospetiva da obra de Claude Lanzmann, uma homenagem à cidade de Paris, com uma obra de cada década a partir dos anos 60, a já habitual mostra de animação – com destaque para uma homenagem Michel Ocelot e o recente e elogiado Ernest et Celestine, e outra, a decorrer na Universidade de Lisboa, a envolver cinema e literatura. O clássico de Alain Resnais, Hiroshima Mon Amour, é outro dos atrativos.

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