Pays Barbare, de Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi, e Manuscripts don’t Burn, de Mohammad Rasoulof, vão respetivamente abrir (24 de outubro) e encerrar (2 de novembro) a 11ª edição do Doclisboa – Festival Internacional de Cinema.
Pays Barbare, que este ano já passou pelos festivais de Locarno e Toronto, narra, através de arquivos, a presença colonial italiana na Abissínia (atual Etiópia) e os mecanismos de subjugação aí utilizados durante a liderança ditatorial de Mussolini. De notar que os cineastas estarão em Lisboa para apresentar o filme.
Já Manuscripts don’t Burn, do dissidente iraniano Mohammad Rasoulof, conta a verdadeira história da fracassada tentativa por parte do regime iraniano em assassinar 21 escritores e jornalistas no ano de 1995.
Vale a pena salientar que o Irão volta a estar em foco no Doclisboa, estando programada a exibição de filmes de outros dois cineastas iranianos dissidentes: Mohsen Makhmalbaf, exilado desde 2005, e Jafar Panahi, impedido de filmar no Irão e condenado a seis anos de prisão domiciliária.

