Terceira geração do clã Coppola chega ao Festival de Veneza

(Fotos: Divulgação)

A terceira geração do clã Coppola chegou ao Festival de Veneza através de Gia Coppola, neta de Francis Ford Coppola e sobrinha de Roman e Sofia Coppola.

A jovem, com 26 anos, levou até à secção Horizontes o drama Palo Alto, uma primeira obra onde encontramos Emma Roberts [sobrinha de Julia Roberts], Jack Kilmer [filho de Val Kilmer – que também participa neste projeto] e Jacqui Getty [a mãe da jovem cineasta]. A estes junta-se ainda James Franco, ele que curiosamente escreveu a série de contos originais que serviram de base à obra, e que preferiu passar para Gia – do qual conhecia o trabalho em fotografia e Vídeo – a adaptação do projeto, até porque tinha consciência que esta teria o espírito certo e «o sentido estético necessário» para o concretizar da melhor maneira.


James Franco em Palo Alto

Quanto à história em si, Gia pega apenas em três dos contos de Franco [“Jack-O'” “Emily” e “April”] para mostrar um grupo de jovens que vive profundamente para aquilo que os outros pensam de si. Estes são jovens com posses, convertidos em delinquentes por tédio nas suas vidas, passando a maior parte do tempo a beber e conduzir, a usar drogas, sempre obcecados pelo sexo e entregando-se a atos de violência [onde não faltam alguns toques de racismo].

Como explica a Variety, Gia prefere não escandalizar os espectadores, mas sim capturar e mostrar “a verdade” sobre o que é a experiência contemporânea de ser adolescente, onde a rebeldia sem uma causa é um facto assumido na formação da identidade pessoal – e onde o prazer imediato [sem olhar a consequências] é o objetivo primário. 

Emma Roberts em Palo Alto

Inevitáveis comparações

Apesar de haver – mais pela forma que pelo conteúdo – a típica comparação a trabalhos de cineastas como Larry Clark e Gus Van Sant, Gia parece ter deixado a sua própria marca pessoal. É que se Sofia Coppola sofreu (e ainda sofre) ao ser constantemente comparada ao pai, para Gia as comparações e a pressão parecem ser a dobrar. Muitos comparam o seu trabalho, não só ao do seu avô, mas também ao da sua tia, com o qual até partilha algumas semelhanças físicas e a aparentemente a indolência*.

Para mim foi muito importante ter a minha própria voz. Eu amo o trabalho da minha família e peço-lhes muitas vezes conselhos, mas era importante ter a minha voz“, disse a cineasta, antes de reconhecer uma semelhança óbvia com seu avô: “Eu também faço vinho“.

* Alguns meios [como o El Universal] referiram que Gia – de poucas palavras e poucas respostas na conferência de imprensa em Veneza – mostrou uma atitude indolente como o da sua famosa tia

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