Sergio Castellitto recebe Prémio de Carreira no Festival de Locarno

(Fotos: Divulgação)

O ator, argumentista e realizador italiano Sergio Castellitto recebeu ontem no Festival de Locarno o Pardo alla carriera, um prémio entregue pela sua carreira no mundo do cinema e que por diversas vezes se cruzou com o certame.

Para o director artistico do Festival de Locarno, Carlo Chatrian, este reconhecimento ao ator e realizador Sergio Castellitto «não só é uma forma de honrar uma carreira que fez a ponte entre duas eras distintas do cinema italiano, a dos “monstros sagrados” ([Mario] Monicelli, [Marco] Ferreri e [Marcello] Mastroianni) e a nova geração ([Gianni] Amelio, [Marco] Bellocchio, [Paolo] Virzì), mas também o facto de Castellitto ter encontrado a sua própria trajetória».

Nascido em Roma em 1953, Castellitto começou sua carreira no teatro depois de estudar na Accademia Nazionale d’Arte Drammatica. Foi no início dos anos 80 que se iniciou no cinema, tendo participado em filmes de alguns dos maiores nomes do cinema italiano, como Mario Monicelli (!Rossini! Rossini, 1991), Marco Ferreri (A Carne, 1991), Francesca Archibugi (Il grande cocomero, 1993, no qual ganhou o Prémio David di Donatello de Melhor Ator, e Con gli occhi chiusi, 1994), Giuseppe Tornatore (O Homem das Estrelas,1995), Ettore Scola (Concorrenza sleale, 2001), Gabriele Muccino (O Último Beijo, 2001), Marco Bellocchio (L’ora di religione, 2002, e Il regista di matrimoni, 2006), Paolo Virzì (Caterina va in città, 2004), Gianni Amelio (La stella che non c’è , 2006) e Giovanni Veronesi (Silenzio si nasce, 1996).

Internacionalmente o cineasta participou em filmes como Vertigem Azul (1988) de Luc Besson, Quadrille (1997) de Valérie Lemercier, Sabe-se Lá (2001) e 36 Vistas do Monte Saint-Loup (2006) de Jacques Rivette, Bela Marta (2001) de Sandra Nettelbeck e o blockbuster As Crónicas de Nárnia: Príncipe Caspian (2008).

Como realizador teve a sua estreia em 1999 com Libero Burro, mas foi com Não Te Movas (2004) que ganhou prestigio atrás das câmaras, sendo memorável o papel de Penélope Cruz, com quem voltaria a trabalhar no ano passado em Venuto al mondo.

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