Festival de Cinema do Cairo divulga programação

(Fotos: Divulgação)

O ator Ahmed Ezz e os realizadores Yousri Nasrallah e Danis Tanović vão estar em grande destaque na 45ª edição do Festival Internacional de Cinema do Cairo, que decorre de 13 a 22 de novembro na capital do Egito.

Yousri Nasrallah, que começou a carreira como assistente de Youssef Chahine em 1982, marcando a sua estreia a solo em 1988 com “Summer Thefts“, vai ser agraciado com a Pirâmide de Ouro pela carreira. Já Ahmed Ezz e Danis Tanović vão receber o Prémio Excelência Faten Hamama.

A programação completa do certame foi divulgada hoje numa conferência de imprensa onde estiveram presentes o presidente do festival, Hussein Fahmy, o diretor artístico do festival, Essam Zakaria, e o responsável pelo programa da indústria, Mohamed Sayed Abdel Rahim. “Esta edição apresenta uma competição oficial e uma variedade de secções, juntamente com uma homenagem especial ao cinema palestiniano, destacando a sua ascensão, resiliência e contribuições para o caminho da autodeterminação”, afirmou Hussein Fahmy. “Reconhecendo o papel do festival na preservação do património cinematográfico, dedicamos também um novo olhar aos clássicos do cinema egípcio e internacional, apresentando obras restauradas com recurso às mais recentes tecnologias para oferecer uma compreensão mais profunda da história do cinema”.

Maldoror | Fabrice du Welz | 2024

Será o bósnio Danis Tanović a presidir o júri da competição internacional, ao lado do montador Ahmed Hafez, os realizadores Andrea Pallaoro e Anocha Suwichakornpong, as atrizes Ángela Molina e Aisha Ben Ahmed, além da super produtora Sylvie Pialat. Ao todo estarão 16 filmes a competir, destacando-se “Maldoror”, de Fabrice du Welz; “Meet The Barbarians”, de Julie Delpy; “Memoir of a Snail”, de Adam Elliot; “The New Year That Never Came”, de Bogdan Mureșanu; “Blue Sun Palace”, de Constance Tsang; e “Vittoria”, de Alessandro Cassigoli e Casey Kauffman.

The Bus Driver | Atef El-Tayeb | 1982

O Brasil marca presença na competição com “Malu”, de Pedro Freire, que atravessa o Atlântico já com a distinção do Festival do Rio. Fora de competição, o “escrete” apresenta ainda as longas-metragens “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, e “Continente”, de Davi Pretto. Nas curtas em competição, “Ruído da Pele”, de Gustavo Milan, concorre pelo Brasil, enquanto “Bad For A Moment”, de Daniel Soares, representa Portugal.

Às secções já mencionadas, juntam-se ainda os Horizontes do Cinema Árabe, a Semana da Crítica do Cairo, um Panorama Internacional, Sessões da Meia-Noite e a aclamada Clássicos CIFF, na qual se incluem diversas restaurações de filmes egípcios e a celebração dos 100 anos de Satyajit Ray e Sergei Parajanov.

O Festival de Cinema do Cairo arranca dia 13 de novembro com “Passing Dreams”, de Rashid Masharawi.

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