Na edição comemorativa dos seus 40 anos, o Festival de Cinema de Turim (Torino Film Festival) vai certamente celebrar no “CLUB” já que o filme português “Frágil”, que deu que falar no Indielisboa, é uma das produções nacionais inseridas no programa do evento que decorre de 25 de novembro a 3 de dezembro.
Filme para (re) ver de pupilas dilatadas, o projeto de Pedro Henrique está na secção não-competitiva “Nuovi Mondi“, na qual se encontram igualmente a portuguesa Rita Azevedo Gomes (Trio em Mi Bemol), o catalão Albert Serra (Pacifiction), os franceses Eugène Green (Le mur des morts) e Bertrand Bonello (Coma), além do angolano Ery Claver (Nossa Senhora da Loja do Chinês).

A “Frágil”, “Trio em Mi Bemol” e “Pacifiction”, que também é uma produção com o dedo nacional, juntam-se ainda, na “armada” portuguesa, os realizadores João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, em competição nos documentários com “Onde fica Esta Rua? ou Sem Antes nem Depois”; Adirley Queirós e Joana Pimenta com “Mato Seco em Chamas” (também em competição nos documentários); e Alain Ughetto e o seu “Interdito a Cães e Italianos” (fora de competição). A presença portuguesa no certame conta ainda com Miguel Valverde, do IndieLisboa, no júri da secção documental.
Uma das grandes novidades desta 40ª edição do festival é o surgimento de uma nova seção, totalmente dedicada ao cinema de horror. Com o nome “Crazies”, nela poderão ser vistos 6 filmes em competição, e trabalhos de Luis Mandoki e José Mojica Marins fora de competição.
De resto, e além das habituais competições para ficção, documentário e curtas-metragens (italianas e internacionais), o Festival de Turim vai realizar uma homenagem e uma retrospetiva em torno de Malcolm McDowell, masterclasses de nomes como Toni Servillo e Mario Martone, além do afamado Torino Film Lab, um viveiro de talentos e um laboratório muito ativo para apoiar
realizadores, roteiristas, produtores e profissionais de todo o mundo.

