Com as datas da sua 37.ª edição fixadas de 7 a 12 de julho de 2026, o FIDMarseille regressa com 133 filmes de 42 países e uma presença portuguesa significativa.
O principal destaque é o foco dedicado a Mariana Caló e Francisco Queimadela, apresentado como a primeira retrospetiva de grande dimensão da dupla fora de Portugal, com sessões em sala e uma exposição que junta instalações fílmicas, fotografias, pinturas e desenhos. O programa inclui a longa-metragem Infinito Infinito, na Imaginação da Matéria, filmada no Porto, e várias curtas.

A presença nacional passa também pelas coproduções, como Crossings: Kaleh Ziyarat, de Rouzbeh Akhbari, que junta Canadá, Portugal, Irão e Omã na Competição Primeiro Filme, enquanto El Espejismo de Bingham Bryant, é uma produção Portugal/EUA na Competição Internacional, que leva o espectador a San Sebastián, onde uma jovem francesa conhece uma misteriosa portuguesa que lhe conta uma história de obsessão da sua juventude. Outras presenças nacionais incluem Filme Pin, de María Rojas Arias e Andrés Jurado, uma produção Colômbia/Portugal, e Untitled, novamente de Bingham Bryant.
O Brasil também está em destaque com Anistia 79, de Anita Leandro, e Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira, ambos na Competição Internacional. O primeiro revisita a conferência internacional pela amnistia no Brasil, filmada em Roma em 1979. Já Sabes de Mim, Agora Esqueça é uma fábula feminista situada em Ceilândia.
Há ainda É Noite na América, de Ana Vaz, exibida e seguida de conversa com a realizadora, que integra também o júri da Competição Francesa. A ligação brasileira prolonga-se com Lettre à Glauber Rocha, de Hervé Joubert-Laurencin e Marianne Dautrey, carta cinematográfica dirigida ao cineasta brasileiro 50 anos depois de Claro.
Entre os nomes fortes desta 37.ª edição estão ainda Rabah Ameur-Zaïmeche, que abre o festival com Route Algérienne e recebe uma retrospetiva integral; Radu Jude, responsável pelo filme de encerramento, Le Journal d’une femme de chambre, e pela curta Little Poems in Prose, assinada com Andrei Rus; além de Albert Serra, com Fe Sense Obres Morta És; Carlos Casas, com Krakatoa; Nicolás Pereda, com Lo Demás es Ruído; Mariano Llinás, com Popular Tradición de Esta Tierra; Pierre Creton, com L’Amour aurait suffi même à Nietzsche; e Eloy Enciso Cachafeiro, com Todo es Cárcel / Letters from an Inner Exile.

