Foi anunciado esta segunda-feira que a realizadora neozelandesa Jane Campion irá receber o prestigiado Prix Lumière em outubro, aquando da realização do Festival Lumière, também conhecido por Grand Lyon Film Festival.
A cineasta será a 13ª recipiente do prémio, juntando-se a Jean-Pierre e Luc Dardenne, Francis Ford Coppola, Jane Fonda, Wong Kar-wai, Catherine Deneuve, Martin Scorsese, Pedro Almodóvar, Quentin Tarantino, Ken Loach, Gérard Depardieu, Milos Forman e Clint Eastwood.
Campion consagrou-se, no passado, como a primeira mulher a ganhar a Palme d’Or em Cannes, com a sua obra “The Piano” (1993), e foi também a primeira mulher a presidir ao júri desse festival, em 2014. Embora o prémio Lumière já tenha sido atribuído a Catherine Deneuve em 2016, Campion torna-se agora a primeira realizadora a alcançar esse título.
Além de “The Piano“, outras grandes obras da cineasta incluem “An Angel at My Table” (1990), uma adaptação do romance autobiográfico de Janet Frame em que Campion dirigiu três atrizes em três fases da vida de uma mulher que através da escrita se evade do hospício em que está internada, e “Bright Star” (2009), um filme lindíssimo sobre a vida do poeta romântico John Keats.

The Piano (1993) 
An Angel at My Table (1990) 
Bright Star (2009)
Embora ao longo da sua carreira a realizadora só tenha finalizado sete projetos, o seu impacto no mundo do cinema é notável. Mais recentemente, Campion esteve por detrás da série “Top of the Lake“, protagonizada por Elisabeth Moss, e este ano lançará o seu novo filme em mais de uma década, intitulado “The Power of the Dog“. O enredo, adaptado de um romance de 1967 por Thomas Savage, segue dois irmãos agricultores que se tornam rivais. O elenco conta com Benedict Cumberbatch e Kirsten Dunst.

