Sessões na Cinemateca – Escolhas de 20 a 25 de dezembro

(Fotos: Divulgação)

A semana do Natal chegou e a Cinemateca encontrar-se-á encerrada nos dias 24 e 25 para as celebrações, mas há muito cinema para ver até lá. Paralelamente ao ciclo monumental em torno da obra de Allan Dwan, que terá uma segunda parte no mês de janeiro, continua a decorrer o duplo ciclo “Simone Signoret e Yves Montand: Caminhos Paralelos”, sobre esses dois grandes atores do cinema francês. Mas esta semana é o programa “O Que Quero Ver” que brilha mais forte. Interrompido pela pandemia, este ciclo regressa para fechar o ano de 2021 em versão “expandida”, com vários títulos solicitados diretamente pelos espectadores da Cinemateca que resultam num programa eclético e bem recheado.

Estas são as nossas sugestões para as sessões a decorrer na semana de 20 a 25 de dezembro:

Akasen Chitai (A Rua da Vergonha, 1956) – Segunda-feira, 20 de dezembro, 19h00, Sala M. Félix Ribeiro. O derradeiro filme de Kenji Mizoguchi, que morreu aos 58 anos, poucos meses depois da estreia. Se uma casa de família tiver muitas mulheres, será que se pode dizer que é, em certa medida, uma casa de meninas? Mizoguchi fez este filme com aquela idade em que se pode dizer que a fama já vem de longe, ou seja, se em qualquer idade se podem fazer perguntas, só com certa idade se encontram as respostas… E este é sem vergonha o filme de uma casa e é sem vergonha um retrato da prostituição no Japão do pós-guerra.

Let’s Make Love (Vamo-nos Amar, 1960) – Quarta-feira, 22 de dezembro, 15h30, Sala M. Félix Ribeiro. Neste filme, George Cukor, conhecido como o cineasta das mulheres por ter trabalhado com muitas das mais famosas atrizes de Hollywood, encontra Marilyn Monroe, mulher por excelência da década de cinquenta e dos seus mitos. Let’s Make Love tem por pano de fundo o mundo do espetáculo: trata-se da história de um milionário (Yves Montand) que vai ser satirizado num espetáculo musical e, devido a um mal-entendido, acaba contratado para fazer o seu próprio papel. O homem não demora a apaixonar-se por uma corista (Monroe). No filme, aparecem como convidados Bing Crosby, Gene Kelly e Milton Berle interpretando os próprios papéis. A 29 de dezembro, quarta-feira, o filme voltará a ser exibido pelas 19h30 na Sala Luís de Pina.

Johnny Guitar (1954) – Quarta-feira, 22 de dezembro, 21h30, Sala M. Félix Ribeiro. Um dos westerns maiores da história do cinema, de cores agressivas e imagens barrocas (as fabulosas cenas de Joan Crawford no interior do saloon, o cenário deste com os fantomáticos croupiers e a roleta a rodar). Um filme “onde os cowboys desmaiam e morrem com a graça das bailarinas”, nas palavras de François Truffaut. E um “duelo” sem tréguas entre as fabulosas Vienna (Crawford) e Emma (Mercedes McCambridge). Uma obra-prima de Nicholas Ray.

Monkey Business (A Culpa Foi do Macaco, 1952) – Quinta-feira, 23 de dezembro, 19h00, Sala M. Félix Ribeiro. Uma comédia genial de Howard Hawks que começa logo com um irresistível pré-genérico: a apresentação de Cary Grant. Este é o típico sábio distraído, químico de profissão, que julga ter descoberto o elixir da juventude e o experimenta, regredindo até à primeira infância. Ginger Rogers faz o papel da sua mulher. Num papel secundário, Marilyn Monroe.

Nota: Esta semana volta a ser exibido Sands of Iwo Jima (O Inferno de Iwo Jima, 1949), filme recomendado pelo C7nema há duas semanas, bem como Le Chat (O Gato, 1971), sugerido na semana passada.

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